Jul
16
Gulag
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Nos anos pavorosos do terror de Yezhov, passei dezessete meses esperando na fila do lado de fora da prisão de Leningrado. Um dia, alguém na multidão me identificou. Em pé atrás de mim, estava uma mulher, de lábios azulados de frio, que, é claro, nunca antes me ouvira ser chamada pelo nome. Agora, ela de repente saía de nosso torpor habitual e me perguntava num sussurro (ali, todo o mundo sussurrava): “A senhora consegue descrever isto?”
Respondi que conseguia.Nisto, algo semelhante a um sorriso passou rapidamente pelo que um dia fora seu rosto…
- Atina Akhmatova, “À guisa de prefácio: réquiem, 1935-40″
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Nikolai Ivanovitch Iejov (ou Yezhov), chefe do NKVD entre 1936 e 1938, um dos principais e mais cruéis executores dos expugos stalinistas. A mando de Stalin, foi fuzilado por Lavrenti Beria – que o sucedeu na chefia do NKVD – em fevereiro de 1940.
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May
27
As duas faces da mentira
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- “Camaradas”, explicou Mironov, “fomos forçados a fazer algumas concessões no terreno religioso pelo fato de que muitos dos nossos soldados são oriundos de aldeias atrasadas, onde a religião ainda exerce uma considerável influência. Além disso, o inimigo [nazistas]usa como propaganda as nossas atitudes anti-religiosas, assim, este pacto com a Igreja Russa obrigar-lhes-ão a se calar. (…) Portanto, esta nossa nova política será também valiosa para esmagar a propaganda anti-soviética sustentada pelos católicos romanos, luteranos e outros odientos grupos de crentes. É por isso que não devemos nos precipitar nas críticas, nem subestimar a prudência deste ato proposto pelo nosso Partido”. [CONTINUE A LER]
Feb
13
O Caso Kravtchenko
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Do livro, L’Affaire Kravtchenko, de Nina Berberova:
História do processo – Um dos membros da Comissão Soviética de Compras à Crédito enviado aos Estados Unidos em 1943, havia decido não voltar para a União Soviética. Em abril de 1944 ele rompeu com Moscou e depois escreveu e publicou um livro onde expunha as razões desta ruptura. Ele falava da vida na URSS, da política agrícola de Stalin, dos tecnocratas e dos velhos bolcheviques.
(…) O jornal Les Lettres Françaises iniciou uma campanha difamatória contra ele, insultando-o e insinuando que o autor do livro era um fascista hitleriano. Contudo, para muitos, e para mim mesma, o cerne da questão estava na existência de campos de concentração na União Soviética, que finalmente chegava ao conhecimento de todos e recebia uma larga divulgação. [CONTINUE A LER]
Jan
9
A ressurreição de Stalin
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“O que se tem agora na Rússia é a KGB no poder”, conclui o historiador britânico, Orlando Figes, autor do diversos livros sobre a Revolução de 17. A constatação se faz após uma pesquisa realizada por uma rede de tevê russa sobre os 100 maiores compatriotas do país. Stalin está entre os finalistas, com mais de 3,5 milhões de votos. É o resultado dos esforços do Kremlin em reescrever a história. [CONTINUE A LER]
Jan
5
O foro em ação: Fidel, o assalariado
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Cuba, a ilha que parou no tempo, vive seu pior momento desde a chegada de Fidel e os comunistas há 50 anos. Neste meio século a situação da ilha nunca foi boa e, no fundo do poço, houve quem duvidasse que um dia poderia ficar ainda pior. Já não era o bantante um seqüestro coletivo e cárcere de milhares de presos políticos, assassinatos no el paredón, jangadas de fugitivos rumo a Miami e as vergonhosas cadernetas de calorias? Não! Os barbudinhos da Sierra Maestra queriam mais e com a queda da União Soviética, a ilha teve que passar a andar com os próprios pés. Não andou. Hoje o salário médio na Ilha é menos de 50 reais por mês. “A desigualdade social foi duplicada”, garante o economista cubano Óscar Espinosa. São as benesses do comunismo. [CONTINUE A LER]










