Eike Batista, na Folha:

«O Brasil é um dos únicos países do mundo que têm de frear a economia tirando dinheiro do mercado. Porra, isso é tudo o que os gringos estão sonhando. Eles vão ter que apertar o cinto porque vão pagar dez anos de excesso de gastança.»

Ora, e o Brasil não terá de apertar o cinto para pagar dez anos de excesso de gastança? Quem pagará esses 2 trilhões de dívida pública, seu Eike?

À propósito, estão dizendo que Eike Batista perdeu muito dinheiro. Mas que dinheiro? Foram as ações das suas pseudo-empresas, infladas, que desvalorizaram. Quem perdeu dinheiro de verdade foram os incautos que acreditaram nesse conto do vigário e apostaram nas empresas com X, mas sem receitas.

Em tempo: não se anime, o Brasil não está com essa bola toda!

________

Análise sóbria e primorosa de José Nivaldo Cordeiro

Em suma, «só há uma saída: livrar-se desse monstro estatal criado de forma irresponsável pela social-democracia, que rouba de quem trabalha para sustentar a vagabundagem que mama no tesouro…»

Uma amiga e grande jornalista, Luciene Miranda, fez sua estreia no site do jornal-digital Brasil 247. À parte o seu trabalho, sempre muito bem realizado – e todos os votos de boa sorte a ela e ao jornal -, não resisto à tentação de fazer alguns comentários em relação à entrevista com o diretor de Relações com Investidores da Petrobrás, Almir Barbassa.

Comentários assaz impertinentes, a considerar a sempre falta de tempo e disposição dos entrevistados quando têm de responder uma ou outra pergunta sem ranger os dentes e sair acusando aos outros de derrotista, conspirador ou o que mais possa criar as mais sagazes personalidades do mundo político-corporativo-estatal.

Há tempos o mercado financeiro usa todo o engenho propagandístico para incutir ao público – e também a investidores incautos – a lenda da estabilidade econômica, da confiança dos mercados. Claro, nunca se explica a quem recairá a bem-aventurança de saldar os débitos das aventuras empreendedoras, tampouco o que será sacrificado para que seja possível viver o sonho da prosperidade econômica, da inserção do Brasil ao seleto grupo dos países desenvolvidos, sem quem o Brasil seja um país desenvolvido ou ao menos civilizado.

[CONTINUE A LER]

A conversa agora é baixar os juros para ajudar a fechar as contas públicas. Mas a poupança será (e já é) um empecilho para reduzi-los abaixo de 10%. Pois a caderneta de poupança rende a Taxa Referencial (que garante remuneração mínima de 0,5% ao mês) + 6% ao ano, livres de impostos ou deduções no Imposto de Renda. Já os títulos públicos, ações e fundos, com a queda na taxa Selic, tornam-se investimentos ainda menos rentáveis do que já são depois da queda livre das bolsas.

Assim, com uma redução da Selic abaixo dos 10% haveria uma debandada para a poupança que é o investimento com melhor remuneração. O rendimento acumulado da poupança em 2007 foi de 7,7%, já o de 2008, 7,9% – lembrando que é livre de impostos e dedução no IR. Quem será o louco de apostar numa possível recuperação do mercado financeiro com uma queda na taxa de juros para menos de 10%, com a possibilidade de um rendimento acumulado mais baixo do que a poupança? [CONTINUE A LER]

Já são quase 1 milhão de empregos cortados nos últimos três meses. Segundo o IBGE, só em janeiro – que é época de crescimento com os postos temporários – o índice de desemprego subiu 8,4% – no setor que vinha melhor, a construção civil, o aumento das demissões giraram em 4,2%.

Alta no número de desempregados é recorde, mostra IBGE
Número de pessoas desocupadas subiu 20,6%, para 1,89 milhão. Mês de janeiro foi ‘cruel’, segundo o coordenador da pesquisa. Em apenas um mês, foram contabilizados mais 323 mil desempregados nas seis principais regiões metropolitanas do país.

A previsão do PIB para o quarto trimestre é de retração. Chutando de forma otimista, de 1,5% a  2%. Pode ser mais ou menos, cada um tem um palpite. O que não se discute é quanto ao PIB negativo em 2009. [CONTINUE A LER]

Alguns consultores e economistas defendem que a palavra crise é “forte demais” para ser usada em relação à economia brasileira.

Claro que a crise é lá do sub-prime norte-americano. Hoje o único problema no crédito brasileiro é um abrupto aumento da inadimplência nos primeiros dois meses do ano. No entanto, a crise é global e somos atingidos pelas suas “marolinhas” que rendem alguns milhares de empregos a menos. E a tendência é piorar com uma iminente crise na produção mundial, que já dá sinais, segundo uma matéria publicada na semana passada retrasada pela The Economist. [CONTINUE A LER]

Próxima página →

Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
Rodney's Search Widget plugged in.