Senhores corregedores do Tribunal Superior Eleitoral,

A salvação, o decoro do Brasil e a honra de VV.Ex.ªs instam, urgem, bradam e imperiosamente comandam para que exijam, com a mais extrema urgência, o julgamento da Ação Cautelar n.º 352620, que trata do documento OFICIAL da Regional Sul I da CNBB, cujo título clama a um “Apelo a todos os brasileiros e brasileiras”. A razão grita para que não nos mandem passar em silêncio este atentado ao edifício da Liberdade; e a glória insinua; a justiça determina e a honra o pede.

A sabedoria os abraça, nobres senhores, e sob a sua luminosidade reluz a verdade dos fatos. Ora pois, todo o cidadão que, voluntariamente, tornar público o seu pensamento, concorre em crime eleitoral? Os sacerdotes Dom Nelson Westrupp, Dom Benedito Beni e Dom Airton José dos Santos vieram publicamente, através do documento apreendido, apenas exercer o que é garantido a todos os homens que pensam e não apenas têm o direito de viver, têm também o direito à liberdade de expressão; a liberdade do espírito! Nossa Carta Magna proclama a livre manifestação do pensamento, exceto quando exercida no anonimato. O que mais poder-se-ia exigir dos preclaros sacerdotes, se estes cumprem a determinação da Lei Máxima na sua pétrea fiança?

A coligação reclamante, arrogando-se o direito tirânico de impor ao Brasil uma nova crença, cuja liturgia é lesar e solapar a justiça e a democracia, não oculta seu juramento coletivo de obstruir a boca da livre imprensa e nos fraudar a liberdade. Deixemos que clamem a impiedade muito alto e em todas as direções, para que em breve sejamos oferecidos em sacrifício a vitupérios políticos que ao despotismo diligencia.

Estou certo de que a honra de VV.Ex.ªs é fundamentada nos firmes e invariáveis princípios de não sancionar abusos que, a novos passos, rebentar-se-ão novos abusos para nos levar à desordem no caos tenebroso da ilegalidade.

VV.Ex.ªs devem estabelecer um julgamento que trará não somente a verdade, mas permanecerá em todo o país como uma realidade.

Santos, 26 de outubro de 2010.

Respeitosamente e com grande estima,

Diogo Chiuso (inspirando-se no estilo literário de Joaquim Gonçalves Ledo)

Tem dado a hora!, já não é tempo que dormais no letargo da tirania e da escravidão. (…) Que esperais ainda? Quem tem o tempo não espera pelo tempo, pois a ocasião perdida em vão se invoca! Assaz tendes sofrido o férreo jugo desse iníquo Proteu que até agora iniquamente sobre vós despotiza. Desse pérfido, que tendo usurpado o trono na debilidade de vossa regeneração pelo ilegítimo meio das aclamações, vos tem tratado pior do que as mais vís e desprezíveis bestas!

(…) Que podeis esperar de um perjuro, lacaio de estribaria, burraxo cachaceiro, sem educação e sem princípios, sem honra e sem fé; sem probidade e sem moral; sem talentos nem virtudes; sem costumes e sem religião; sem palavra e sem vergonha; mau filho, pior pai; péssimo marido, iníquo monarca de cuja boca nunca se tem ouvido uma boa palavra, e cujo coração jamais tem apreciado uma boa obra? [CONTINUE A LER]

Nas últimas três décadas, as artes serviram tão-somente para fins políticos. Deposto o Regime Militar, foi preciso uma mudança conceitual para justificar, portanto, a existência de um artista. Assim, a arte política, graças a um giro linguístico, virou arte engajada. Tal mudança se fez somente pelo fato de não ser mais preciso derrubar um governo, mas incluir os excluídos numa nova percepção de mundo. A questão é que fora sonegado o sentido mesmo da cultura, nada mais do que a expressão natural de um povo, daquilo que ele percebe de si.
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- “Camaradas”, explicou Mironov, “fomos forçados a fazer algumas concessões no terreno religioso pelo fato de que muitos dos nossos soldados são oriundos de aldeias atrasadas, onde a religião ainda exerce uma considerável influência. Além disso, o inimigo [nazistas]usa como propaganda as nossas atitudes anti-religiosas, assim, este pacto com a Igreja Russa obrigar-lhes-ão a se calar. (…) Portanto, esta nossa nova política será também valiosa para esmagar a propaganda anti-soviética sustentada pelos católicos romanos, luteranos e outros odientos grupos de crentes. É por isso que não devemos nos precipitar nas críticas, nem subestimar a prudência deste ato proposto pelo nosso Partido”. [CONTINUE A LER]

19522

Do livro, L’Affaire Kravtchenko, de Nina Berberova:

História do processo – Um dos membros da Comissão Soviética de Compras à Crédito enviado aos Estados Unidos em 1943, havia decido não voltar para a União Soviética. Em abril de 1944 ele rompeu com Moscou e depois escreveu e publicou um livro onde expunha as razões desta ruptura. Ele falava da vida na URSS, da política agrícola de Stalin, dos tecnocratas e dos velhos bolcheviques.

(…) O jornal Les Lettres Françaises iniciou uma campanha difamatória contra ele, insultando-o e insinuando que o autor do livro era um fascista hitleriano. Contudo, para muitos, e para mim mesma, o cerne da questão estava na existência de campos de concentração na União Soviética, que finalmente chegava ao conhecimento de todos e recebia uma larga divulgação. [CONTINUE A LER]

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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