É muito interessante ver todos falarem do Foro de S. Paulo como se fosse um assunto do qual sempre tivessem falado. A maioria daqueles que asseguravam ser uma teoria da conspiração propagada pelo Olavo de Carvalho, hoje, com uma cara muito bizonha, fingem tratar-se de algo plenamente noticiado (por eles inclusive!), como se fosse uma pauta constante em todos os grandes jornais. Poderia alguém avisar aos sevandijas que chafurdar na lama não é uma forma de se limpar?

Neste ponto que pode parecer sem volta, restaria apenas admitir o erro. Um simples mea culpa como fez a Barbara Gancia – e ela o fez porque não precisa consultar o dicionário para saber o significado da palavra honestidade.

Ainda mais interessante é ver os especialistas em política internacional – muito bem pagos, não esqueçamos – começar a repetir, ainda que timidamente, o que um bando de blogueiros de fim de semana vêm dizendo, sem cobrar um tostão, há pelo menos uns cinco anos. [CONTINUE A LER]

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A confusão na eleição iraniana, gerando violentos protestos nas ruas de Teerã – combatidos com ainda mais violência – abriu apenas dois caminhos para interpretação no Brasil:

1) A visão lulista de que é somente um problema futebolístico-eleitoral onde os perdedores não admitem a derrota;

2) A visão chavista de que Mir Hossein Mousavi era um candidato financiado pela CIA, para entregar o Irã aos interesses norte-americanos.

Agora, vejamos o que realmente se passa no Irã: [CONTINUE A LER]

As notícias que chegam ao Brasil sobre o Oriente Médio, salvo a coluna do jornalista Nahum Sirotsky no IG, resumem-se em organizar um apanhado do que informam as agências de notícias sem aprofundar em temas mais espessos ou mesmo vinculando as notícias com o contexto histórico das quais elas correspondem. A impressão quando se lê o que se publica no Brasil sobre os conflitos na Faixa de Gaza por exemplo, é que bastaria Israel devolver os territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias que a paz reinaria absoluta na região. A mentalidade não poderia ser mais pueril.
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Aí vão alguns links em uma ordem cronológica e  auto-explicativa:

1) Em novembro, a ex-ministra das relações exteriores de Israel, num programa de rádio, apontou o estreitamento dos laços entre guerrilhas sul-americanas e organizações terroristas iranianas que, segundo ela, pode ser facilmente observado. Ela ainda disse que o Irã procura constantemente o auxílio político para bloquear as sanções internacionais que vão de encontro ao seu programa nuclear. O ministério da defesa israelense tem observado durante anos as áreas de fronteira entre o Paraguai, Argentina e Brasil, identificando-as como focos do terrorismo iraniano em conjunto com o Hezbollah. (Livni aponta focos de terrorismo na América Latina);
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Obama enfatiza seu compromisso com a idéia da criação de um estado Palestino. Netanyahu reafirma que Israel quer viver em paz lado a lado com os palestinos, embora não tenha cogitado a possibilidade da criação de um estado – e é sabido que é totalmente contrário à retirada das tropas israelenses das fronteiras de 1967 sem algum compromisso efetivo com a paz por parte do Hamas e do Hezbollah. [CONTINUE A LER]

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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