É muito interessante ver todos falarem do Foro de S. Paulo como se fosse um assunto do qual sempre tivessem falado. A maioria daqueles que asseguravam ser uma teoria da conspiração propagada pelo Olavo de Carvalho, hoje, com uma cara muito bizonha, fingem tratar-se de algo plenamente noticiado (por eles inclusive!), como se fosse uma pauta constante em todos os grandes jornais. Poderia alguém avisar aos sevandijas que chafurdar na lama não é uma forma de se limpar?

Neste ponto que pode parecer sem volta, restaria apenas admitir o erro. Um simples mea culpa como fez a Barbara Gancia – e ela o fez porque não precisa consultar o dicionário para saber o significado da palavra honestidade.

Ainda mais interessante é ver os especialistas em política internacional – muito bem pagos, não esqueçamos – começar a repetir, ainda que timidamente, o que um bando de blogueiros de fim de semana vêm dizendo, sem cobrar um tostão, há pelo menos uns cinco anos. [CONTINUE A LER]

Eles já não mais escondem suas predisposições tirânicas. E isto é mesmo muito impressionante, já que, com raríssimas excessões, não há quem se espante com isso.

Para alguns, principalmente o presidente venezuelano Hugo Chávez, o conflito em Honduras é uma batalha entre esquerda e direita.

Segundo a interpretação do presidente venezuelano, a esquerda hondurenha liderada por Zelaya tenta estabelecer uma Presidência forte, capaz de liderar um processo de transformação política e social. Por outro lado, os conservadores como o presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, querem um executivo mais fraco, sob controle do Congresso e do Judiciário.

Chavez foi bastante honesto desta vez. Enfim, a esquerda quer uma transformação política e social pela ação de um estado forte nas mãos de uma única pessoa; a direita quer tão-somente um poder dividido em instituições para garantir o cumprimento das leis e manutenção de um ambiente democrático.

As opções estão na mesa. Por favor, escolha uma.

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Aqui, a superficial análise no Estadão.

Aqui, um relatório de 16 páginas (em pdf) da NEFA Fundation sobre os arquivos do computador do ex-chefão das Farc, Raúl Reyes, com todas as suas conexões com diplomatas e agentes de inteligência da Venezuela. Juntamente com membros do governo da Nicarágua, foram usados como contatos com ex-integrantes do Exército Republicano Irlandês (IRA), com os separatistas espanhóis do ETA, além do Hamas, Hezbollah e o Irã, que deu suporte ao contrabando de armas chinesas e russas.

Trata-se também de estabelecer as ligações dos partidos socialistas europeus (e também de toda a América Latina) com a fachada das Farc, a Coordinadora Continental Bolivariana.

Segundo o relatório, uma tremenda rede criminosa escondida por pretextos ideológicos.

Agora eu pergunto: onde está a imprensa deste país? Cadê o Mainardi, cadê o Reinaldo Azevedo?

Cuba, a ilha que parou no tempo, vive seu pior momento desde a chegada de Fidel e os comunistas há 50 anos. Neste meio século a situação da ilha nunca foi boa e, no fundo do poço, houve quem duvidasse que um dia poderia ficar ainda pior. Já não era o bantante um seqüestro coletivo e cárcere de milhares de presos políticos, assassinatos no el paredón, jangadas de fugitivos rumo a Miami e as vergonhosas cadernetas de calorias? Não! Os barbudinhos da Sierra Maestra queriam mais e com a queda da União Soviética, a ilha teve que passar a andar com os próprios pés. Não andou. Hoje o salário médio na Ilha é menos de 50 reais por mês. “A desigualdade social foi duplicada”, garante o economista cubano Óscar Espinosa. São as benesses do comunismo. [CONTINUE A LER]

Não é a primeira vez que autoridades paraguaias apreendem drogas e integrantes do PCC. Também não é novidade a ação da facção criminosa às margens do lago Itaipú, no Alto Paraná. É a rota do tráfico que passa pela Bolívia e tem origem lá nas selvas colombianas.
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Tudo isso ocorrendo enquanto ouvíamos as ilações da Ingrid Betancourt em relação às Farc, um apelo emocionante para que abandonassem as armas e abrissem caminhos à política. Que coisa mais linda, não?

Depois ela partiu diretamente à infâmia, agradecendo Chávez e não Uribe – e o exército colombiano – pela ação que a salvou dos terroristas. Enfim, a intrépida ex-refém arrematou dizendo:

“As Farc têm que se dar conta de que não há espaço nesse continente para a luta armada.” Ela também disse estar disposta a trabalhar para “abrir um espaço para que as Farc possam se aproximar da atividade política”.

Já que estava no Brasil, deveria começar contactando a filial de São Paulo.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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