Mar
16
Vão mexer na sua poupança
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A conversa agora é baixar os juros para ajudar a fechar as contas públicas. Mas a poupança será (e já é) um empecilho para reduzi-los abaixo de 10%. Pois a caderneta de poupança rende a Taxa Referencial (que garante remuneração mínima de 0,5% ao mês) + 6% ao ano, livres de impostos ou deduções no Imposto de Renda. Já os títulos públicos, ações e fundos, com a queda na taxa Selic, tornam-se investimentos ainda menos rentáveis do que já são depois da queda livre das bolsas.
Assim, com uma redução da Selic abaixo dos 10% haveria uma debandada para a poupança que é o investimento com melhor remuneração. O rendimento acumulado da poupança em 2007 foi de 7,7%, já o de 2008, 7,9% – lembrando que é livre de impostos e dedução no IR. Quem será o louco de apostar numa possível recuperação do mercado financeiro com uma queda na taxa de juros para menos de 10%, com a possibilidade de um rendimento acumulado mais baixo do que a poupança? [CONTINUE A LER]
Mar
2
Alguns consultores e economistas defendem que a palavra crise é “forte demais” para ser usada em relação à economia brasileira.
Claro que a crise é lá do sub-prime norte-americano. Hoje o único problema no crédito brasileiro é um abrupto aumento da inadimplência nos primeiros dois meses do ano. No entanto, a crise é global e somos atingidos pelas suas “marolinhas” que rendem alguns milhares de empregos a menos. E a tendência é piorar com uma iminente crise na produção mundial, que já dá sinais, segundo uma matéria publicada na semana passada retrasada pela The Economist. [CONTINUE A LER]
Feb
11
Preparado para pagar mais impostos?
Postado em a rota do capital, perguntas que se avolumam | Comente

Já que para os governos o problema da crise é de liquidez e não de insolvência, pelo andar da carruagem keynesiana da gastança, a pergunta já se avoluma:
Preparados para pagar mais impostos, caros contribuintes?
Junto com a perguntinha, vão três artigos interessantes para sabermos aonde iremos parar.
Why Obama’s new Tarp will fail to rescue the banks - Martim Wolf, Financial Times.
Estimulando a economia até o colapso – Ron Paul, tradução do Mises Institute Brasil.
Recado aos prefeitos: podem gastar,não precisam pagar - Carlos Alberto Sardenberg, no seu blog no G1.
Agora só nos resta saber quanto tudo isso irá nos custar.
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Imagem: ilustração do artigo do Wolf no Financial Times.
Dec
13

Resta evidente que tanto o ministério da Fazenda quanto o Banco Central comportam-se, em relação à crise, como cegos num tiro-teio. Já nosso indigitado presidente resolveu sair em campanha com Dilma e Aécio à tiracolo. Entre risos, discursos que apontam inimigos abstratos e até beijocas em crianças, ele nos garante que reduzirá as despesas no custeio para não suspeder as obras do PAC – que, em verdade, se não estão suspensas, têm suas contas um tanto quanto enroladas no TCU. [CONTINUE A LER]
Dec
3
Quem pagará o almoço?
Postado em a rota do capital, comentários impreteríveis, perguntas que se avolumam | 1 Comentário
Segundo Lula, se o trabalhador deixar de fazer compras corre o risco de perder o emprego em razão da diminuição da atividade econômica. Mas como o trabalhador vai fazer compras sem crédito e com a incerteza de ainda ter emprego daqui há um ou dois meses?
Considerando os jornais, o setor automobilístico parece ser o que mais sofre com a crise no crédito. Com as vendas estacionadas o efeito cascata é acionado. Algumas empresas de abrasivos e peças para automóveis já começam a demitir; outras dão férias coletivas aos funcionários, que não sabem se começam o novo ano ainda empregados. Imaginemos, agora, a mesma situação com todos os setores da economia que necessitam de… crédito. E qual não necessita? [CONTINUE A LER]










