A conversa agora é baixar os juros para ajudar a fechar as contas públicas. Mas a poupança será (e já é) um empecilho para reduzi-los abaixo de 10%. Pois a caderneta de poupança rende a Taxa Referencial (que garante remuneração mínima de 0,5% ao mês) + 6% ao ano, livres de impostos ou deduções no Imposto de Renda. Já os títulos públicos, ações e fundos, com a queda na taxa Selic, tornam-se investimentos ainda menos rentáveis do que já são depois da queda livre das bolsas.

Assim, com uma redução da Selic abaixo dos 10% haveria uma debandada para a poupança que é o investimento com melhor remuneração. O rendimento acumulado da poupança em 2007 foi de 7,7%, já o de 2008, 7,9% – lembrando que é livre de impostos e dedução no IR. Quem será o louco de apostar numa possível recuperação do mercado financeiro com uma queda na taxa de juros para menos de 10%, com a possibilidade de um rendimento acumulado mais baixo do que a poupança? [CONTINUE LENDO]

Já são quase 1 milhão de empregos cortados nos últimos três meses. Segundo o IBGE, só em janeiro – que é época de crescimento com os postos temporários – o índice de desemprego subiu 8,4% – no setor que vinha melhor, a construção civil, o aumento das demissões giraram em 4,2%.

Alta no número de desempregados é recorde, mostra IBGE
Número de pessoas desocupadas subiu 20,6%, para 1,89 milhão. Mês de janeiro foi ‘cruel’, segundo o coordenador da pesquisa. Em apenas um mês, foram contabilizados mais 323 mil desempregados nas seis principais regiões metropolitanas do país.

A previsão do PIB para o quarto trimestre é de retração. Chutando de forma otimista, de 1,5% a  2%. Pode ser mais ou menos, cada um tem um palpite. O que não se discute é quanto ao PIB negativo em 2009. [CONTINUE LENDO]

Alguns consultores e economistas defendem que a palavra crise é “forte demais” para ser usada em relação à economia brasileira.

Claro que a crise é lá do sub-prime norte-americano. Hoje o único problema no crédito brasileiro é um abrupto aumento da inadimplência nos primeiros dois meses do ano. No entanto, a crise é global e somos atingidos pelas suas “marolinhas” que rendem alguns milhares de empregos a menos. E a tendência é piorar com uma iminente crise na produção mundial, que já dá sinais, segundo uma matéria publicada na semana passada retrasada pela The Economist. [CONTINUE LENDO]

A estabilização gera o caos, por Michael Rozeff:

…o Fed não pode cobrir todos os créditos ruins, que já estão na casa dos trilhões. O Fed está confundindo liquidez com crédito verdadeiro. Isso decorre de um entendimento falho sobre como uma economia cria crédito real. Injetar uma “dose muito necessária”, como diz a imprensa, de confiança e liquidez nos moribundos mercados de crédito irá apenas adiar as necessárias e inevitáveis correções. Lutar contra o sistema de preços quando os preços simplesmente querem – e devem – cair é uma tarefa que jamais se revelou bem sucedida em qualquer lugar do mundo.

E não é só o Fed que está fazendo isso. Ele está agindo concertadamente com os bancos centrais mundiais. Eles estão agindo como o cientista maluco, o Dr. Frankenstein, que tenta criar vida a partir de peças mortas.

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Íntegra do artigo no Mises Institute Brasil, aqui.

Segundo Lula, se o trabalhador deixar de fazer compras corre o risco de perder o emprego em razão da diminuição da atividade econômica. Mas como o trabalhador vai fazer compras sem crédito e com a incerteza de ainda ter emprego daqui há um ou dois meses?

Considerando os jornais, o setor automobilístico parece ser o que mais sofre com a crise no crédito. Com as vendas estacionadas o efeito cascata é acionado. Algumas empresas de abrasivos e peças para automóveis já começam a demitir; outras dão férias coletivas aos funcionários, que não sabem se começam o novo ano ainda empregados. Imaginemos, agora, a mesma situação com todos os setores da economia que necessitam de… crédito. E qual não necessita? [CONTINUE LENDO]

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Gilad Shalit (Nahariya, 28 de agosto de 1986) é um soldado israelense capturado em Kerem Shalom na Faixa de Gaza por militantes palestinos em 25 de junho de 2006.

Gilad Shalit é refém do Hamas há mais de mil dias.
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