Jun
9
Acta est fabula, plaudite!
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Battisti representa perfeitamente aqueles seres abjetos que os jornalistas tanto amam: os heróis que lutaram contra a ditadura explodindo bombas e matando civis. No fundo merecem-se uns aos outros, pois são tão vis, assassinos e mentirosos quanto Cesare Battisti. Têm em suas mãos a infâmia, e sua direita repleta de subornos.
Sep
10
Ditadura da difamação
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Paris, 9 de março de 1949, vigésima audiência do Processo de Kravtchenko.
Parte final da exposição oral do advogado de acusação, doutor Georges Izard:
– Qual foi mesmo o país que nomeou os carrascos de Buchenwald e de Ravensbrück para altos postos de polícia na Prússia oriental? Qual é mesmo o país onde se torna “um inimigo do povo” qualquer pessoa que faça uma simples crítica? Quem são esses serviçais do Kremlin que utilizam a todo o momento a palavra “traidor”? [CONTINUE A LER]
Mar
11
Ligeiras impressões: A música de uma vida, de Makine
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A música de uma vida, de Andrei Makine – Cia das Letras, publicado em 2001 com tradução de Eduardo Brandão.
Aberto aleatoriamente na página 75, narram os dois primeiros parágrafos da página:
Stella veio encontrá-lo, ficaram instantes espiando o furor branco além dos vidros. Ao entrar, ela havia fechado a porta, e era abafada pelo corredor interminável que chegavam até eles a voz da mãe chamando a empregada: “Vera, passe o pano de chão na entrada, esse motorista encheu todo de neve outra vez”. Stella fez uma careta, esboçou um movimento como se tivesse querido pegar aquelas palavras no ar, depois se inclinou subtamente para Aleksei, sentado, a xícara de chá nas mãos, e o beijou. Ele sentiu os lábios dela na testa, na marca da cicatriz… No corredor, ouvia-se o esfregar do pano no chão do assoalho.
Na manhã seguinte, ele partia com o general, que ia inspecionar várias guarnições no Norte.
Jan
5
O foro em ação: Fidel, o assalariado
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Cuba, a ilha que parou no tempo, vive seu pior momento desde a chegada de Fidel e os comunistas há 50 anos. Neste meio século a situação da ilha nunca foi boa e, no fundo do poço, houve quem duvidasse que um dia poderia ficar ainda pior. Já não era o bantante um seqüestro coletivo e cárcere de milhares de presos políticos, assassinatos no el paredón, jangadas de fugitivos rumo a Miami e as vergonhosas cadernetas de calorias? Não! Os barbudinhos da Sierra Maestra queriam mais e com a queda da União Soviética, a ilha teve que passar a andar com os próprios pés. Não andou. Hoje o salário médio na Ilha é menos de 50 reais por mês. “A desigualdade social foi duplicada”, garante o economista cubano Óscar Espinosa. São as benesses do comunismo. [CONTINUE A LER]










