Não à toa a arte moderna (que não é e nunca foi arte) tem como símbolo a caveira, cuja representação é nada mais do que a morte. Não! Pelo contrário, a arte é a expressão da vida.

Admirável relação entre o lar aconchegante, que pode nos dar a verdadeira arquitetura, e a morada eterna, que nos pode ser dada pela salvação

Enfim, a arte como expressão da vida, como uma janela que se abre para o transcendente.

 

Nas últimas três décadas, as artes serviram tão-somente para fins políticos. Deposto o Regime Militar, foi preciso uma mudança conceitual para justificar, portanto, a existência de um artista. Assim, a arte política, graças a um giro linguístico, virou arte engajada. Tal mudança se fez somente pelo fato de não ser mais preciso derrubar um governo, mas incluir os excluídos numa nova percepção de mundo. A questão é que fora sonegado o sentido mesmo da cultura, nada mais do que a expressão natural de um povo, daquilo que ele percebe de si.
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É bom que a leitura de uma obra traga em si uma analogia à experiência do leitor. E mesmo que esta alusão seja simples, há sempre de criar uma referência às coisas humanas que se sustentam na experiência da leitura. O intuito é de que a obra apresente ao leitor dramas humanos no mais alto nível, para que seja possível uma reflexão sobre a vida e todas as suas possibilidades.
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1435295A música de uma vida, de Andrei Makine – Cia das Letras, publicado em 2001 com tradução de Eduardo Brandão.

Aberto aleatoriamente na página 75, narram os dois primeiros parágrafos da página:

Stella veio encontrá-lo, ficaram instantes espiando o furor branco além dos vidros. Ao entrar, ela havia fechado a porta, e era abafada pelo corredor interminável que chegavam até eles a voz da mãe chamando a empregada: “Vera, passe o pano de chão na entrada, esse motorista encheu todo de neve outra vez”. Stella fez uma careta, esboçou um movimento como se tivesse querido pegar aquelas palavras no ar, depois se inclinou subtamente para Aleksei, sentado, a xícara de chá nas mãos, e o beijou. Ele sentiu os lábios dela na testa, na marca da cicatriz… No corredor, ouvia-se o esfregar do pano no chão do assoalho.

Na manhã seguinte, ele partia com o general, que ia inspecionar várias guarnições no Norte.

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pnin
Pnin, de Nabokov – Cia das Letras, publicado em 1997 com tradução de Jorio Dauster.

Aberto aleatoriamente na página 126, narram os dois primeiros parágrafos da página:

O almoço foi servido na varanda cercada de tela. Ao sentar-se junto a Bolotov, Pnin começou a misturar o creme azedo na botvinia (sopa fria de beterrabas), onde tilintavam cubos de gelo cor-de-rosa, e retomou automaticamente a conversa anterior.

“Você poderá observar”, disse ele, “que há uma diferença significativa entre o tempo espiritual de Lyovin e o tempo físico de Vronski. No meio do livro, Lyovin e Kitty estão atrasados um ano inteiro com relação a Vronsky e Anna. Quando, numa noite de domingo em maio de 1876, Anna se atira debaixo daquele trem de carga, ela já tinha vivido quatro anos desde o começo do romance, mas para o casal Lyovin, durante o mesmo período, de 1872 a 1878, mal haviam passado três anos. É o melhor exemplo que eu conheço de relatividade na literatura”.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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