Mar
16
Sonho de uma noite de verão?
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Uma amiga e grande jornalista, Luciene Miranda, fez sua estreia no site do jornal-digital Brasil 247. À parte o seu trabalho, sempre muito bem realizado – e todos os votos de boa sorte a ela e ao jornal -, não resisto à tentação de fazer alguns comentários em relação à entrevista com o diretor de Relações com Investidores da Petrobrás, Almir Barbassa.
Comentários assaz impertinentes, a considerar a sempre falta de tempo e disposição dos entrevistados quando têm de responder uma ou outra pergunta sem ranger os dentes e sair acusando aos outros de derrotista, conspirador ou o que mais possa criar as mais sagazes personalidades do mundo político-corporativo-estatal.
Há tempos o mercado financeiro usa todo o engenho propagandístico para incutir ao público – e também a investidores incautos – a lenda da estabilidade econômica, da confiança dos mercados. Claro, nunca se explica a quem recairá a bem-aventurança de saldar os débitos das aventuras empreendedoras, tampouco o que será sacrificado para que seja possível viver o sonho da prosperidade econômica, da inserção do Brasil ao seleto grupo dos países desenvolvidos, sem quem o Brasil seja um país desenvolvido ou ao menos civilizado.
Feb
4
Como é costumaz, a imprensa brasileira se resume em um grandioso mar de ignorância. No Estadão há um indivíduo fazendo uma analogia absurda do que se passa no Egito com o… movimento brasileiro das Diretas Já. Nada poderia ser mais estúpido!
Antes, baseando-se no que dizia o New York Times e a CNN, os correspondentes brasileiros noticiavam que a confusão no Egito era fruto de uma mera reivindicação da população civil por eleições diretas. Nada de Irmandade Muçulmana. Agora, com a maior cara de pau, contradizem-se, noticiando o que todas as pessoas sensatas já sabiam: a Irmandade Muçulmana está e sempre esteve por traz de tudo.
No entanto, sequer se dão ao trabalho de explicar, afinal, do que se trata a tal Irmandade Muçulmana – talvez a forma mais simples de entender o que se passa no Egito. [CONTINUE A LER]
Feb
3
História e tradição linguística
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É interessante se deparar com a ideia – que hoje parece estar caindo no esquecimento – de que a Língua Portuguesa é uma espécie de Latim “mal falado”, ou melhor: “a nossa língua é filha da língua latina”. É o que afirmavam alguns linguístas portugueses do início do século XIX, como João de Morais Madureira Feijó (c.f. Ortographia, ou a arte de escrever e pronunciar com acerto a Língua Portuguesa – 1824). A este, para uma correta pronunciação, é importante conhecermos os oradores históricos tanto da língua latina quanto da nossa; já na ortografia é preciso conhecer e imitar os melhores autores da Língua Portuguesa, porém, havendo dúvidas, urge recorrer à etimologia latina em busca de analogias e semelhanças.
Não é difícil justificar tais assertivas na própria história portuguesa, uma nação fortemente influenciada pelo Império Romano e pela Igreja Católica. Por outro lado, uma língua dita “viva”, sofre inúmeros acréscimos, como, por exemplo, as palavras e prefixos de origem árabe que podemos verificar na nossa língua (como Alfaiate, Alcateia, Álcool, etc); estes também têm explicação na História: a invasão muçulmana da Europa.
Desta forma, considerando que a própria história se encarrega de ampliar os domínios culturais de uma nação, não poderia ser diferente com o Brasil, que, principalmente após a Independência, passou a cortar laços com a história portuguesa – que de alguma forma era a sua própria história, mas já é tema para outro assunto. [CONTINUE A LER]
Dec
29
No livro Mémoires pour servir à la histoire du Jacobinisme (v. I – 1797, pp. 382), o jesuíta Augustin Barruel relata que Condorcet esforçou-se a evitar que um padre se aproximasse do já moribundo d’Alembert, proferindo a extravagante frase logo após a sua morte: “Se lá eu não estivesse, ele teria se curvado”. Também anota que com tal frase, ainda que sem querer, Condorcet revelou os remorsos pelos quais d’Alembert fora acometido em meio aos seus suspiros finais. Quanto à Diderot, um dos seus biógrafos, F. Génin, baseado nos fatos narrados pela filha do escritor, Angélique de Vandeul (Œuvres choisies de Diderot précédées de sa vie, Firman Didot, Paris, 1869, pp. 62), diz que após alguns encontros com o prior da igreja de São Sulpício, em Paris, ele passou a com ela ler a Bíblia, além de permitir que a sua educação fosse guiada por religiosos. [CONTINUE A LER]
Dec
21
Feliz Natal
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