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A confusão na eleição iraniana, gerando violentos protestos nas ruas de Teerã – combatidos com ainda mais violência – abriu apenas dois caminhos para interpretação no Brasil:

1) A visão lulista de que é somente um problema futebolístico-eleitoral onde os perdedores não admitem a derrota;

2) A visão chavista de que Mir Hossein Mousavi era um candidato financiado pela CIA, para entregar o Irã aos interesses norte-americanos.

Agora, vejamos o que realmente se passa no Irã: [CONTINUE LENDO]

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Para você ter ideia de como a grande mídia informa muito, mas muito mal, analisemos a eleição iraniana sob a óptica dos jornalistas brasileiros: [CONTINUE LENDO]

As notícias que chegam ao Brasil sobre o Oriente Médio, salvo a coluna do jornalista Nahum Sirotsky no IG, resumem-se em organizar um apanhado do que informam as agências de notícias sem aprofundar em temas mais espessos ou mesmo vinculando as notícias com o contexto histórico das quais elas correspondem. A impressão quando se lê o que se publica no Brasil sobre os conflitos na Faixa de Gaza por exemplo, é que bastaria Israel devolver os territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias que a paz reinaria absoluta na região. A mentalidade não poderia ser mais pueril.
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Obama enfatiza seu compromisso com a idéia da criação de um estado Palestino. Netanyahu reafirma que Israel quer viver em paz lado a lado com os palestinos, embora não tenha cogitado a possibilidade da criação de um estado – e é sabido que é totalmente contrário à retirada das tropas israelenses das fronteiras de 1967 sem algum compromisso efetivo com a paz por parte do Hamas e do Hezbollah. [CONTINUE LENDO]

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A falta de informação sobre o Oriente Médio é tamanha que já há  – na grande imprensa – quem acredite que o Irã pode ajudar os Estados Unidos a estabilizar o Iraque após a retirada das tropas norte-americanas. É de uma ignorância atroz. Como poderia um país de maioria Persa tomar a frente do mundo Árabe e se insurgir como a maior liderança islâmica da região? Como ignorar todos os conflitos históricos? Como ignorar todas as diferenças étnicas?

O programa nuclear iraniano não ameaça somente Israel e os Estados Unidos. Mas também a Arábia Saudita, a Jordânia e o Egito. O Iraque sempre fora um contrapeso ao poder político iraniano. Porém, a idéia de fortalecer um regime democrático e pró-EUA no Iraque deu errado e aparentemente fortaleceu o regime de Teerã, para o descontentamento do Liga Árabe. [CONTINUE LENDO]

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Gilad Shalit (Nahariya, 28 de agosto de 1986) é um soldado israelense capturado em Kerem Shalom na Faixa de Gaza por militantes palestinos em 25 de junho de 2006.

Gilad Shalit é refém do Hamas há mais de mil dias.
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