Nov
23
Roger Scruton: Por que a beleza é importante?
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Não à toa a arte moderna (que não é e nunca foi arte) tem como símbolo a caveira, cuja representação é nada mais do que a morte. Não! Pelo contrário, a arte é a expressão da vida.
Admirável relação entre o lar aconchegante, que pode nos dar a verdadeira arquitetura, e a morada eterna, que nos pode ser dada pela salvação
Enfim, a arte como expressão da vida, como uma janela que se abre para o transcendente.
Mar
19
Como vimos em artigo anterior, percebendo que a morte se aproximava, Voltaire suplicou para que lhe chamassem o padre da Igreja de São Sulpício. Confessou-se, pediu perdão pelos seus pecados e desculpou-se pelos ataques que fizera à Igreja.
No entanto, ainda no livro do jesuíta Barruel (Mémoires pour servir a l’histoire du jacobinisme, pp. 379-380), d’’Alembert e Diderot, à frente de outros vinte ‘conjurados’, impediram que o padre Gautier fizesse uma nova visita a Voltaire. E os últimos suspiros do filósofo iluminista foram narrados pelo seu médico, M. Tronchin, horrorizado com o funesto espetáculo. [CONTINUE A LER]
Feb
3
História e tradição linguística
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É interessante se deparar com a ideia – que hoje parece estar caindo no esquecimento – de que a Língua Portuguesa é uma espécie de Latim “mal falado”, ou melhor: “a nossa língua é filha da língua latina”. É o que afirmavam alguns linguístas portugueses do início do século XIX, como João de Morais Madureira Feijó (c.f. Ortographia, ou a arte de escrever e pronunciar com acerto a Língua Portuguesa – 1824). A este, para uma correta pronunciação, é importante conhecermos os oradores históricos tanto da língua latina quanto da nossa; já na ortografia é preciso conhecer e imitar os melhores autores da Língua Portuguesa, porém, havendo dúvidas, urge recorrer à etimologia latina em busca de analogias e semelhanças.
Não é difícil justificar tais assertivas na própria história portuguesa, uma nação fortemente influenciada pelo Império Romano e pela Igreja Católica. Por outro lado, uma língua dita “viva”, sofre inúmeros acréscimos, como, por exemplo, as palavras e prefixos de origem árabe que podemos verificar na nossa língua (como Alfaiate, Alcateia, Álcool, etc); estes também têm explicação na História: a invasão muçulmana da Europa.
Desta forma, considerando que a própria história se encarrega de ampliar os domínios culturais de uma nação, não poderia ser diferente com o Brasil, que, principalmente após a Independência, passou a cortar laços com a história portuguesa – que de alguma forma era a sua própria história, mas já é tema para outro assunto. [CONTINUE A LER]
Dec
29
No livro Mémoires pour servir à la histoire du Jacobinisme (v. I – 1797, pp. 382), o jesuíta Augustin Barruel relata que Condorcet esforçou-se a evitar que um padre se aproximasse do já moribundo d’Alembert, proferindo a extravagante frase logo após a sua morte: “Se lá eu não estivesse, ele teria se curvado”. Também anota que com tal frase, ainda que sem querer, Condorcet revelou os remorsos pelos quais d’Alembert fora acometido em meio aos seus suspiros finais. Quanto à Diderot, um dos seus biógrafos, F. Génin, baseado nos fatos narrados pela filha do escritor, Angélique de Vandeul (Œuvres choisies de Diderot précédées de sa vie, Firman Didot, Paris, 1869, pp. 62), diz que após alguns encontros com o prior da igreja de São Sulpício, em Paris, ele passou a com ela ler a Bíblia, além de permitir que a sua educação fosse guiada por religiosos. [CONTINUE A LER]
Sep
7
Sete de Setembro
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A Independência foi, disse um dos seus beneméritos, Golçalves Ledo, “a estupidez das Cortes portuguesas querendo recolonizar o Brasil”. José Bonifácio também expôs, em 1821, que Portugal passou a discutir um projeto de Constituição em cujas páginas se “intentava escravizar este riquíssimo país, e reduzi-lo a mera colônia”. Embora, à época, Ledo e Bonifácio estivessem em lados opostos, naquilo que cada um pretendia para o país, uniram-se contra o rebaixamento do Brasil à colônia. É oportuno lembrar que a antiga metrópole havia sido relegada a segundo plano, afinal, D. João VI foi coroado Rei de Portugal no Rio de Janeiro, em 1818, e as terras americanas tomavam ares de importância, irrespiráveis pelos deputados portugueses. [CONTINUE A LER]











