Feb
4
Como é costumaz, a imprensa brasileira se resume em um grandioso mar de ignorância. No Estadão há um indivíduo fazendo uma analogia absurda do que se passa no Egito com o… movimento brasileiro das Diretas Já. Nada poderia ser mais estúpido!
Antes, baseando-se no que dizia o New York Times e a CNN, os correspondentes brasileiros noticiavam que a confusão no Egito era fruto de uma mera reivindicação da população civil por eleições diretas. Nada de Irmandade Muçulmana. Agora, com a maior cara de pau, contradizem-se, noticiando o que todas as pessoas sensatas já sabiam: a Irmandade Muçulmana está e sempre esteve por traz de tudo.
No entanto, sequer se dão ao trabalho de explicar, afinal, do que se trata a tal Irmandade Muçulmana – talvez a forma mais simples de entender o que se passa no Egito. [CONTINUE A LER]
Feb
3
História e tradição linguística
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É interessante se deparar com a ideia – que hoje parece estar caindo no esquecimento – de que a Língua Portuguesa é uma espécie de Latim “mal falado”, ou melhor: “a nossa língua é filha da língua latina”. É o que afirmavam alguns linguístas portugueses do início do século XIX, como João de Morais Madureira Feijó (c.f. Ortographia, ou a arte de escrever e pronunciar com acerto a Língua Portuguesa – 1824). A este, para uma correta pronunciação, é importante conhecermos os oradores históricos tanto da língua latina quanto da nossa; já na ortografia é preciso conhecer e imitar os melhores autores da Língua Portuguesa, porém, havendo dúvidas, urge recorrer à etimologia latina em busca de analogias e semelhanças.
Não é difícil justificar tais assertivas na própria história portuguesa, uma nação fortemente influenciada pelo Império Romano e pela Igreja Católica. Por outro lado, uma língua dita “viva”, sofre inúmeros acréscimos, como, por exemplo, as palavras e prefixos de origem árabe que podemos verificar na nossa língua (como Alfaiate, Alcateia, Álcool, etc); estes também têm explicação na História: a invasão muçulmana da Europa.
Desta forma, considerando que a própria história se encarrega de ampliar os domínios culturais de uma nação, não poderia ser diferente com o Brasil, que, principalmente após a Independência, passou a cortar laços com a história portuguesa – que de alguma forma era a sua própria história, mas já é tema para outro assunto. [CONTINUE A LER]










