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A Independência foi, disse um dos seus beneméritos, Golçalves Ledo, “a estupidez das Cortes portuguesas querendo recolonizar o Brasil”. José Bonifácio também expôs, em 1821, que Portugal passou a discutir um projeto de  Constituição em cujas páginas se “intentava escravizar este riquíssimo país, e reduzi-lo a mera colônia”. Embora, à época, Ledo e Bonifácio estivessem em lados opostos, naquilo que cada um pretendia para o país, uniram-se contra o rebaixamento do Brasil à colônia. É oportuno lembrar que a antiga metrópole havia sido relegada a segundo plano, afinal, D. João VI foi coroado Rei de Portugal no Rio de Janeiro, em 1818, e as terras americanas tomavam ares de importância, irrespiráveis pelos deputados portugueses.

No entanto, as decisões arbitrárias das Cortes de Lisboa reverberaram no Brasil, mostrando que mesmo idéias contraditórias podem trazer união, ou, como diria Chesterton, “no terreno da Verdade é privilégio das pessoas que se contradizem, cada qual no seu mundo, terem ambas razão.” E assim, de uma aliança entre rivais, tornamo-nos brasileiros.  Mas com pesar assistimos o desfazer dos laços que mantém a unidade da nação. O que ainda nos conecta como povo em meio a tantas diferenças? Qual o elo, a ideia que formula o Brasil como nação? De acordo com Max Weber, tal ideia é somente forjada através de pessoas reunidas com uma missão em comum, identificando-se com conceitos fundamentais compartilhados por todos. Mas como compartilhá-los se tratamos nossa história e a memória de nossos fundadores dessa maneira desonrosa, na maioria das vezes cômica e irresponsável? Ainda pior é exaltar, com propaganda enganosa e gratuita, indivíduos que, na maioria das vezes, são os mais covardes e indignos de toda a nação. Diria, como já disse, o patriarca José Bonifácio de Andrada: “…deveria o Brasil sofrer a contentar-se somente com pedir humildemente o remédio de seus males a corações desapiedados e egoístas? Não vê ele que, mudados os déspotas, continua o despotismo? Tal comportamento, além de inepto e desonroso, precipita o Brasil em um insodável de desgraças”.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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