Extraído do livro “OS ANDRADAS” (vol. II), de Alberto Souza, 1922.

PRIMEIRA PARTE – PRELÚDIOS DA INDEPENDÊNCIA
Capítulo V – O Fico

Atividade política dos fluminenses. Emissários para S. Paulo e Minas

No pé em que se achavam as coisas, chamou José Joaquim da Rocha ao capitão Pedro Dias de Macedo Paes Leme, depois marquês de Quixeramobim, o qual se achava então na sua propriedade agrícola, a poucas léguas do Rio, para que, como um dos fundadores do clube da Resistência [33], fosse tomar conhecimento do quanto se passava e prestar à Pátria o seu inestimável concurso. Posto ao corrente do que se havia deliberado em sua ausência, ofereceu-se Paes Leme para vir a S. Paulo entender-se com o Governo Provisório, no tocante à matéria da representação, julgada imprescindível, gesto que foi aplaudido e aceito.

Trazendo cartas de Rocha para José Bonifácio e Martim Francisco, partiu o emissário dos conspiradores, a cavalo, do Rio até Sepetiba [34], donde se embarcou em uma canoa com destino a Santos, chegando à capital de S. Paulo na noite de 23 de dezembro. [CONTINUE A LER]

Do volume IX da História dos Fundadores do Império do Brasil, de Octávio Tarquinio, extrai-se:

O estado da Fazenda Pública, por ocasião da Independência, era dos mais precários. O descalabro financeiro, legado por D. João VI, agravara-se em virtude das despesas extraordinárias que a nova situação política acarretava. Na pasta da Fazenda, Martim Francisco procurou vencer as dificuldades, revelando-se administrador lúcido e probo. Reduzindo o Tesouro Público à renda da província do Rio de Janeiro, visto que das outras, ainda mal unidas ao centro, nada ou quase nada chegava, fez o Andrada austero fincar o pé numa rigorosa arrecadação, o que lhe valeu sem demora ódios e malquerenças. [CONTINUE A LER]

Tem dado a hora!, já não é tempo que dormais no letargo da tirania e da escravidão. (…) Que esperais ainda? Quem tem o tempo não espera pelo tempo, pois a ocasião perdida em vão se invoca! Assaz tendes sofrido o férreo jugo desse iníquo Proteu que até agora iniquamente sobre vós despotiza. Desse pérfido, que tendo usurpado o trono na debilidade de vossa regeneração pelo ilegítimo meio das aclamações, vos tem tratado pior do que as mais vís e desprezíveis bestas!

(…) Que podeis esperar de um perjuro, lacaio de estribaria, burraxo cachaceiro, sem educação e sem princípios, sem honra e sem fé; sem probidade e sem moral; sem talentos nem virtudes; sem costumes e sem religião; sem palavra e sem vergonha; mau filho, pior pai; péssimo marido, iníquo monarca de cuja boca nunca se tem ouvido uma boa palavra, e cujo coração jamais tem apreciado uma boa obra? [CONTINUE A LER]

Cidadãos!

A liberdade identificou-se com o terreno americano: a Natureza nos grita Independência; a Razão o insinua, a Justiça o determina, a Glória o pede; resistir é crime, hesitar é de covardes; somos homens, somos brasileiros. Independência ou Morte! Eis o grito de Honra, eis o brado nacional, que dos corações assoma aos lábios e rápido ressoa desde as margens do corpulento Prata, quase a tocar o gigantesco Amazonas. [CONTINUE A LER]


Paris, 9 de março de 1949, vigésima audiência do Processo de Kravtchenko.

Parte final da exposição oral do advogado de acusação, doutor Georges Izard:

– Qual foi mesmo o país que nomeou os carrascos de Buchenwald e de Ravensbrück para altos postos de polícia na Prússia oriental? Qual é mesmo o país onde se torna “um inimigo do povo” qualquer pessoa que faça uma simples crítica? Quem são esses serviçais do Kremlin que utilizam a todo o momento a palavra “traidor”? [CONTINUE A LER]

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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