É muito interessante ver todos falarem do Foro de S. Paulo como se fosse um assunto do qual sempre tivessem falado. A maioria daqueles que asseguravam ser uma teoria da conspiração propagada pelo Olavo de Carvalho, hoje, com uma cara muito bizonha, fingem tratar-se de algo plenamente noticiado (por eles inclusive!), como se fosse uma pauta constante em todos os grandes jornais. Poderia alguém avisar aos sevandijas que chafurdar na lama não é uma forma de se limpar?

Neste ponto que pode parecer sem volta, restaria apenas admitir o erro. Um simples mea culpa como fez a Barbara Gancia – e ela o fez porque não precisa consultar o dicionário para saber o significado da palavra honestidade.

Ainda mais interessante é ver os especialistas em política internacional – muito bem pagos, não esqueçamos – começar a repetir, ainda que timidamente, o que um bando de blogueiros de fim de semana vêm dizendo, sem cobrar um tostão, há pelo menos uns cinco anos. [CONTINUE A LER]

gulag

Nos anos pavorosos do terror de Yezhov, passei dezessete meses esperando na fila do lado de fora da prisão de Leningrado. Um dia, alguém na multidão me identificou. Em pé atrás de mim, estava uma mulher, de lábios azulados de frio, que, é claro, nunca antes me ouvira ser chamada pelo nome. Agora, ela de repente saía de nosso torpor habitual e me perguntava num sussurro (ali, todo o mundo sussurrava): “A senhora consegue descrever isto?”
Respondi que conseguia.

Nisto, algo semelhante a um sorriso passou rapidamente pelo que um dia fora seu rosto…

- Atina Akhmatova, “À guisa de prefácio: réquiem, 1935-40″

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Nikolai Ivanovitch Iejov (ou Yezhov), chefe do NKVD entre 1936 e 1938, um dos principais e mais cruéis executores dos expugos stalinistas. A mando de Stalin, foi fuzilado por Lavrenti Beria – que o sucedeu na chefia do NKVD – em fevereiro de 1940.

Link da imagem.

Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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