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A imprensa toda noticiou e, como é costumaz, todo mundo acreditou. Hu Jintao apertou a mão de B. Hussein Obama prometendo apoiar as sanções ao Irã. O chinês ainda disse, não pela sua boca, mas através da sua porta-voz, que seu país está e sempre estará comprometido com a defesa do tratado de não-proliferação de armas nucleares. Tudo muito lindo, largos sorrisos, café, donuts, ban-chá, shaobings e Hillary Clinton.

Mas a vida real é bem diferente da propaganda do Change we need. A Reuters informa que a outra mão de Jintao acena para Ahmadinejad. A Chinaoil intensificava as vendas de combustível ao Irã (1) ao mesmo tempo em que os chineses prometiam apoiar os Estados Unidos  nas sanções à Teerã. Se dentro de casa Obama está desmoralizado, no âmbito internacional ele passa a vigorar como piada. Cada vez mais a influência dos EUA no Oriente Médio tem diminuído. Países que sempre foram aliados históricos, como a Arábia Saudita e Turquia, tornam-se cada vez mais anti-americanos. Já há quem aponte desgaste nas relações entre EUA e Israel, no que concerne à ameaça nuclear iraniana(2).

Ano passado eu tinha uma dúvida: e se a diplomacia da boa conversa falhar?(3) Perguntinha indigesta e cada vez mais pertinente.

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1 – (Reuters) Exclusive: China’s top oil firms sell gasoline to Iran-trade

2 – (DebkaFile) American-Jewish leaders accuse Obama of abandoning Israeli security

3 – (Shrugged) E se a diplomacia falhar?

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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