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Para você ter ideia de como a grande mídia informa muito, mas muito mal, analisemos a eleição iraniana sob a óptica dos jornalistas brasileiros:

1) De um lado temos Mahmoud Ahmadinejad com toda a sua loucura e negação do Holocausto. Tem uma tara toda especial pelo programa nuclear iraniano. Ele, segundo a mídia, é consevador, embora conte com o apoio de toda a esquerda mundial. Seria, então, um conservador marxista.

2) Do outro, Mir Housein Mousavi, considerado por toda a mídia um reformador, um sujeito moderado. Ele não nega o Holocausto porque acredita que “não lhe diz respeito”. Apoia um programa nuclear iraniano desde quando serviu à administração de Akbar Hashemi Rafsanjani, que proclamava precisar de “somente uma bomba atômica para destruir Israel”. Mas o destaque no seu currículo é ter comandando, como primeiro-ministro, o massacre em massa de dissidentes e estudantes em 1988.

3) Sobre os dois, paira o aiatolá Ali Khamenei. E o líder supremo não está preocupado com quem vença as eleições, já que todos conjugam dos mesmos ideais.

Mousavi, embora com o mesmo teor de maluquice, tem a fala mais mansa. Propõe-se a dialogar com o Ocidente e por isso virou o queridinho de Obama e, por conseguinte, de toda a mídia mundial.

Em verdade, toda essa confusão no Irã só serviu para tirar do foco a questão nuclear. Ahmadinejad – sob as bênçãos de Khamenei – terá tempo de sobra para aprimorar sua tecnologia atômica, enquanto o mundo se preocupa com uma democracia que nunca existiu no Irã.

————–
1 – Sobre o massacre de 1988.

2 – Ainda sobre o massacre de 1988: Documento da Anistia Internacional.

3 – Estudantes questionam Mousavi sobre massacre de 1988 e ele desconversa.

5 – Khamenei diz que programa nuclear iraniano não vai parar.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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