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Obama enfatiza seu compromisso com a idéia da criação de um estado Palestino. Netanyahu reafirma que Israel quer viver em paz lado a lado com os palestinos, embora não tenha cogitado a possibilidade da criação de um estado – e é sabido que é totalmente contrário à retirada das tropas israelenses das fronteiras de 1967 sem algum compromisso efetivo com a paz por parte do Hamas e do Hezbollah.

Mas em verdade, há ainda uma questão sem resposta nessa discussão: quem governaria um estado Palestino? Mahmoud Abbas já não dispõe de autoridade alguma, enquanto o Hamas impõe uma ditadura jihadista com a ajuda da Síria, do Hezbollah e Irã.

O grande problema é que não existe mais um movimento nacionalista palestino legítimo e compromissado com a paz e o mínimo que seja de democracia – como houve entre 1917 até a criação do estado israelense em 1948. Os nacionalistas palestinos moderados, que não viam problema em compartilhar e até vender suas terras para os judeus, hoje são considerados traidores.  Portanto não há possibilidade de uma convivência harmoniosa entre israelenses* e as lideranças palestinas atuais, que impõem como pré-condição o não-reconhecimento do Estado de Israel. Depois, já está mais o que na hora de encarar a realidade de que o povo palestino sofre muito mais com a ditadura do Hamas do que com qualquer revide israelense aos ataques com mísseis Qussam.

Outro ponto importantíssimo, que ainda repousa no fundo de em alguma gaveta na sala oval, é o posicionamento definitivo do governo Obama quanto ao programa nuclear iraniano. Como já abordei aqui, não se trata somente de uma ameaça a Israel, mas a todo o mundo islâmico e, principalmente, países como a Arábia Saudita, Egito e a Jordânia, que mantém relações amigáveis com os Estados Unidos, e expressam muita preocupação com a possibilidade de serem intimidados por uma ameaça nuclear iraniana.

Há muita gente achando lindo o fato de Obama ter enrolado o primeiro-ministro Netanyahu, que foi ao encontro na Casa Branca com pautas muito bem definidas, mas, embora tenha sido recebido com uma conversa muito amigável, cheia de sorrisos, chá e bolachas, ficou longe de discutir alguma ação prática que possa começar a resolver os problemas que afligem o Oriente Médio.

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* Sobre o assunto, leia Army of Shadows de Hillel Cohen.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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