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A falta de informação sobre o Oriente Médio é tamanha que já há – na grande imprensa – quem acredite que o Irã pode ajudar os Estados Unidos a estabilizar o Iraque após a retirada das tropas norte-americanas. É de uma ignorância atroz. Como poderia um país de maioria Persa tomar a frente do mundo Árabe e se insurgir como a maior liderança islâmica da região? Como ignorar todos os conflitos históricos? Como ignorar todas as diferenças étnicas?
O programa nuclear iraniano não ameaça somente Israel e os Estados Unidos. Mas também a Arábia Saudita, a Jordânia e o Egito. O Iraque sempre fora um contrapeso ao poder político iraniano. Porém, a idéia de fortalecer um regime democrático e pró-EUA no Iraque deu errado e aparentemente fortaleceu o regime de Teerã, para o descontentamento do Liga Árabe.
No entanto, ontem, discursando na conferência do AIPAC (America’s Pro-Israel Lobby), a ex-ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzip Livni, hoje líder da oposição ao governo Netanyahu, diz que a ameaça nuclear iraniana pode criar uma nova possibilidade de entendimento entre Israel e alguns estados mais pragmáticos da região, já que o Irã vai se tornando a causa dos problemas no Oriente Médio. É sabido que além da ameaça nuclear, o Irã vem financiando o terrorismo e insurgindo contra o Egito e a Jordânia através da espionagem e influenciando grupos terroristas nestes países. Já o rei saudita, Abdullah, chamou a atenção para a falta de uma política externa mais efetiva do governo Obama aos problemas do Oriente Médio, que segundo ele, vem dando total liberdade para o Irã estabelecer suas políticas nucleares, expancionistas e o patrocínio ao terrorismo na região
Ainda que o governo Obama já tenha admitido uma hierarquia quanto aos problemas de política externa que urgem por solução, nenhuma proposta prática e efetiva foi colocada em ação. Isso faz com que o governo israelense já prepare um ataque ao sítio nuclear iraniano, caso as conversações propostas por Obama não tenham resultado satisfatório. Hoje, 66% dos israelenses apóiam uma investida militar contra o Irã.
Porém, a grande dúvida que se impõe é se o governo Obama mudará a postura caso o Irã mantenha o seu programa nuclear a despeito das proibições e sanções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Após o ocorrido no Cáucaso – onde os EUA não apoiaram os membros da Otan em meio à investida russa, há total incerteza quanto a uma posição mais robusta do governo Obama se as conversas diplomáticas falharem.
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Comentário
3 Respostas para “E se a diplomacia falhar?”
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Matéria impecável. Foto Impecável…parabéns…
eu não acredito que o Irã dê para trás e desfaça todos os seus inventimentos no seu programa nuclear. eu temo apenas pelas pessoas inocentes que possuem uma cultura, uma religião oriental, e tem as suas vidas completamente definidas por interesses ocidentais e/ou egoístas dos governantes do seu país e do outro lado do mundo.
[...] 3 – (Shrugged) E se a diplomacia falhar? [...]