Acho até que demorou para transformarem o bate-boca no Supremo em uma luta contra o racismo. O site Terra Magazine deu o pontapé inicial para este tipo de justificativa ao comportamento indecoroso do ministro Joaquim Barbosa. Em entrevista a Claudio Leal, Abdias do Nascimento, teatrólogo e  considerado o pioneiro do movimento negro no Brasil, afirma que há um certo incômodo quanto a existência de um ministro negro na Suprema Corte e que, “houve, sim, um viés racista naquela maneira que o presidente do Supremo respondeu a ele [ministro Barbosa], logo no começo da discussão.”

Aí já virou palhaçada. Contudo, a parte mais cômica dessa quimera é que até os bate-bocas no Supremo tem todo um ar formal. Revendo o vídeo da discussão eu confesso: desejava ardentemente que os ilibados ministros partissem para a troca de insultos com palavras de baixo calão, enquanto o ministro Marco Aurélio lembrava, em meio aos palavrões: palavras de baixo calão não coadunam com a liturgia do Supremo!

Prato cheio pros Cassetas.

Seu IP:
38.107.179.236

ARTIGOS RELACIONADOS:

  1. O juízo moral
  2. A demarcação da Raposa Serra do Sol

Comentário

Comente se for capaz!




*
To prove you're a person (not a spam script), type the security word shown in the picture. Click on the picture to hear an audio file of the word.
Click to hear an audio file of the anti-spam word

Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
Rodney's Search Widget plugged in.