Na época da ofensiva israelense em Gaza, muita gente se dizia preocupada com a população palestina. Mas era mesmo tudo de mentirinha. Ninguém – imprensa inclusa – parece ter dado importância para um dos últimos relatórios do Human Rights Watch contendo testemunhos de que o Hamas continua aterrorizando a população em Gaza. Num deles, um jovem diz que “cometeu um erro” quando criticou o Hamas numa conversa na rua. Devido às críticas, homens armados e encapuzados invadiram sua casa e o levaram para uma área isolada. Foi baleado três vezes na perna e nos tornozelos. Segundo o jovem, o Hamas paga pessoas para que delatem as criticas em conversas de rua.

Ainda em janeiro o The Guardian já denunciava que homens mascarados estavam atacando os palestinos com sequestros, torturas e espancamentos. O saldo até agora, segundo o HRW, é de centenas de feridos e pelo menos 32 pessoas mortas sob tortura das Forças de Segurança do Hamas.

Na página 26 do relatório “A pretexto da guerra: Violência política de Hamas em Gaza“, está documentado que, desde o fim de dezembro de 2008, houve detenções e prisões arbitrárias, tortura, ferimentos a bala e execuções extra-judiciais atribuídas aos membros das Forças de Segurança do Hamas. O relatório é baseado em entrevistas com as vítimas e testemunhas em Gaza, além dos casos relatados por grupos de direitos humanos palestinos.

O HRW afirma que desde o final dos bombardeios em Gaza, o único grupo armado no local é o Hamas, que tenta, em meio aos escombros, reafirmar seu poder da forma ainda mais violenta do que fazia antes do conflito.

No mesmo relatório o HRW diz estar documentando provas de algumas violações de direitos humanos por parte das Forças Armadas Israelenses na ofensiva em Gaza. E protesta quanto ao bloqueio israelense à Faixa de Gaza que permanece desde o fim do conflito.

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Comentário

Uma Resposta para “A matança continua em Gaza”

  1. Ficou só na conversa : Shrugged em May 20th, 2009 2:28 am

    [...] A matança continua em Gaza [...]

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Free Gilad



Gilad Shalit (Nahariya, 28 de agosto de 1986) é um soldado israelense capturado em Kerem Shalom na Faixa de Gaza por militantes palestinos em 25 de junho de 2006.

Gilad Shalit é refém do Hamas há mais de mil dias.
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