Apr
23
Na época da ofensiva israelense em Gaza, muita gente se dizia preocupada com a população palestina. Mas era mesmo tudo de mentirinha. Ninguém – imprensa inclusa – parece ter dado importância para um dos últimos relatórios do Human Rights Watch contendo testemunhos de que o Hamas continua aterrorizando a população em Gaza. Num deles, um jovem diz que “cometeu um erro” quando criticou o Hamas numa conversa na rua. Devido às críticas, homens armados e encapuzados invadiram sua casa e o levaram para uma área isolada. Foi baleado três vezes na perna e nos tornozelos. Segundo o jovem, o Hamas paga pessoas para que delatem as criticas em conversas de rua.
Ainda em janeiro o The Guardian já denunciava que homens mascarados estavam atacando os palestinos com sequestros, torturas e espancamentos. O saldo até agora, segundo o HRW, é de centenas de feridos e pelo menos 32 pessoas mortas sob tortura das Forças de Segurança do Hamas.
Na página 26 do relatório “A pretexto da guerra: Violência política de Hamas em Gaza“, está documentado que, desde o fim de dezembro de 2008, houve detenções e prisões arbitrárias, tortura, ferimentos a bala e execuções extra-judiciais atribuídas aos membros das Forças de Segurança do Hamas. O relatório é baseado em entrevistas com as vítimas e testemunhas em Gaza, além dos casos relatados por grupos de direitos humanos palestinos.
O HRW afirma que desde o final dos bombardeios em Gaza, o único grupo armado no local é o Hamas, que tenta, em meio aos escombros, reafirmar seu poder da forma ainda mais violenta do que fazia antes do conflito.
No mesmo relatório o HRW diz estar documentando provas de algumas violações de direitos humanos por parte das Forças Armadas Israelenses na ofensiva em Gaza. E protesta quanto ao bloqueio israelense à Faixa de Gaza que permanece desde o fim do conflito.
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