Houve mais um bate-boca entre os ministros do Supremo, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. E algo está além da falta de decoro do ministro Barbosa. Temos no Brasil a instituição do juízo moral. As pessoas deixam de lado suas atribuições legais pretendendo dar lições de moral ao País. Que discutam a moralidade num jantar ou num happy hour. No plenário do Supremo eles devem julgar os processos à luz da Constituição.

Sempre ví como um problema grave a transformação das sessões do Legislativo e do Judiciário em shows midiáticos. Embora estas tevês institucionais nos custem fortunas e sequer tenham espectadores, todos eles sabem que um bate-boca ou uma declaração polêmica pode ganhar vulto na internet ou em programinhas de fofocas.

Enquanto os processos se acumulam, a briga de egos torna-se fenomenal.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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