Eu sei, eu sei! Talvez seja mesmo questão de gosto, mas a mim é algo extremamente irritante – e um tanto quanto ridículo – uma entrevista com pretensão de obra literária. Não é nenhuma inovação jornalística porque muita gente de mau gosto já pratica isso há um bom tempo. Ao invés de publicar a pergunta e depois a resposta, o criativo entrevistador se mete a narrar detalhes bobocas que ninguém está interessado e sequer fariam diferença se estivessem ou não por ali. É mais ou menos assim:

…ela estava sentada numa poltrona de cetim verde-limão. Olhando para o teto com a pintura já gasta pelo tempo, disse: “eu acho isso e aquilo”. Ela falava daquilo outro, mas seus olhos ainda se perdiam pelo teto indo em direção a grande porta de madeira que produzia um som inoportuno quando se abria. Ela ainda concluiu dizendo: “também acho isso, isso e isso”, enquanto com mãos ágeis arrumava seus longos e sedosos cabelos que tanto seduzem quando balançam…

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A entrevista em questão é com Anna Netrebko, no El Pais.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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