“Aqui, onde o Estado é ausente!” Esta frase já é obrigatória nos programas jornalísticos e conversas de botequim. É só mais um daqueles termos não-significativos que pautam a vida das pessoas “esclarecidas” – que é outro desses termos.

Seja lá o que for “Estado ausente”, isso não quer dizer que ele não exista. E seguindo nesta premissa chega-se à conclusão de que, se os estados brasileiros nos custam 40% de toda a riqueza produzida no país,  suas ausências são independentes dos recursos. Logo, a palavra ausência pode ser facilmente substituída por inutilidade. O Estado, então, é inútil por mais dinheiro que seja destinado a ele. Isto é o que a Fiesp não tem coragem de assumir quando reclama da alta carga tributária. Principalmente quando pretende justificar sonegações de impostos ou mesmo a promiscuidade com partidos políticos que se dizem na oposição à idéia de altos tributos, quando foram estes mesmos que criaram o cenário absurdo em que as pessoas têm de trabalhar 5 longos meses somente para pagar os impostos anuais. [CONTINUE LENDO]

Eu sei, eu sei! Talvez seja mesmo questão de gosto, mas a mim é algo extremamente irritante – e um tanto quanto ridículo – uma entrevista com pretensão de obra literária. Não é nenhuma inovação jornalística porque muita gente de mau gosto já pratica isso há um bom tempo. Ao invés de publicar a pergunta e depois a resposta, o criativo entrevistador se mete a narrar detalhes bobocas que ninguém está interessado e sequer fariam diferença se estivessem ou não por alí. É mais ou menos assim:

…ela estava sentada numa poltrona de cetim verde-limão. Olhando para o teto com a pintura já gasta pelo tempo, disse: “eu acho isso e aquilo”. Ela falava daquilo outro, mas seus olhos ainda se perdiam pelo teto indo em direção a grande porta de madeira que produzia um som inoportuno quando se abria. Ela ainda concluiu dizendo: “também acho isso, isso e isso”, enquanto com mãos ágeis arrumava seus longos e sedosos cabelos que tanto seduzem quando balançam…

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A entrevista em questão é com Anna Netrebko, no El Pais.

Uma interessante constatação do Guilherme Fiuza:

“Eis uma coisa que deu certo no Rio de Janeiro: o comércio de fuzis. A coisa se dá na mais perfeita ordem, sem uma notícia sequer de desvio ou calote. E quando os estampidos passam do limite, o secretário de Segurança (sic) culpa os usuários de drogas. Os usuários de fuzis têm sempre razão.”

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O post completo, aqui!

Assisti – com um pouco de atraso, é verdade – ao debate sobre o aborto, que foi ao ar domingo à noite (22/03) na Rede Bandeirantes, entre o professor de teologia da PUC-SP, Antonio Marchionni, e o médico baiano especialista em Reprodução Humana, Elcimar Coutinho. A priori, manifestou-se a total ignorância dos jornalistas em relação ao tema debatido. E a inépcia se aprofundava a cada uma das suas intervenções. Mas acredito que a qualquer ser razoável, tal fato já deixou de ser objeto de espanto. Basta assistirmos ou lermos os noticiários para constatarmos que tal despreparo se dá em qualquer tema, e não só quanto adentram a ambientes complexos da Filosofia, da Religião, da Ciência e também dos fundamentos jurídicos. [CONTINUE LENDO]

“Do ponto de vista europeu é bem característico da cultura norte-americana o fato de que a todo momento as pessoas são exortadas a “serem felizes”. Mas a felicidade não pode ser buscada. Precisa ser decorrência de algo. Deve-se ter uma razão para “ser feliz”. Uma vez que a razão é encontrada a pessoa fica feliz automaticamente.

(…) o ser humano não é alguém em busca da felicidade, mas, sim, alguém em busca de uma razão para ser feliz através – e isto é importante – da manifestação concreta do significado potencial inerente e latente numa dada situação.”

(Victor Frankl – Em Busca do Sentido)

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Gilad Shalit (Nahariya, 28 de agosto de 1986) é um soldado israelense capturado em Kerem Shalom na Faixa de Gaza por militantes palestinos em 25 de junho de 2006.

Gilad Shalit é refém do Hamas há mais de mil dias.
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