Pediram-me uma minha opinião sobre o caso do assassino terrorista Battisti. Bem, acho que consigo explicar sem falar deste cidadão e sem ao menos escrever uma linha a respeito. Afinal, a reportagem abaixo é auto-explicativa:

Pugilista cubano diz que queria refúgio no Brasil

Por Jamil Chade, no Estadão

O pugilista cubano Erislandy Lara afirma que gostaria de ter recebido o status de refugiado no Brasil. Hoje, vive como exilado em Miami, onde é boxeador profissional. “Pedi asilo à polícia no Brasil e não me foi dada a oportunidade”, afirmou Lara, em entrevista ao Estado.Em 2007, o pugilista cubano tentou escapar da delegação de seu país nos Jogos Pan-americanos do Rio. Mas foi detido alguns dias depois e devolvido ao governo de Cuba, após ser encontrado pela Polícia Federal. Na época, o governo garantiu que Lara não tinha pedido para ficar.

O então presidente Fidel Castro prometeu que o perdoaria. Mas Lara nunca mais voltou a lutar em seu país e sequer foi selecionado para os Jogos Olímpicos de Pequim. Insatisfeito, ele voltou a tentar escapar de Cuba. No ano passado, saiu de lancha no meio da noite de Cuba e chegou até o México. De lá, foi para a Alemanha. Agentes de boxe conseguiram documentos necessários para que ele pedisse residência permanente na Alemanha. No fim do ano passado, seus agentes optaram por levá-lo aos Estados Unidos, onde obteve status de refugiado.

Lara admite que não nunca ouviu falar do caso do italiano Cesare Battisti. Mas diz que achou “estranho” não ter recebido o mesmo tratamento. “Não conheço esse caso, mas eu não estava fazendo nada de errado. Mesmo assim, não me aceitaram no Brasil”, afirmou.

Sem esconder a contrariedade com comentários de que age com dois pesos e duas medidas, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem que, em 2007, recebeu “fortes protestos” da embaixada de Cuba no Brasil, por ter concedido refúgio político a outros dois outros atletas cubanos – um jogador de handebol e outro ciclista. Além deles, Tarso citou três músicos do conjunto Los Galanes.

“Quem pediu para ficar no Brasil ficou”, afirmou, repetindo que Lara e o também pugilista Guillermo Rigondeaux não solicitaram refúgio. “Obviamente que eles não pediram refúgio e isso está mais do que provado, pois tudo foi acompanhado pelo Ministério Público e pela OAB”, insistiu Tarso. “Ocorre que se martelou tanto uma inverdade que, aparentemente, ela se transformou em verdade.”

————————
Link da reportagem, aqui.

Seu IP:
38.107.179.240

ARTIGOS RELACIONADOS:

  1. Bandidos comuns
  2. O foro em ação: Fidel, o assalariado

Comentário

Comente se for capaz!




*
To prove you're a person (not a spam script), type the security word shown in the picture. Click on the picture to hear an audio file of the word.
Click to hear an audio file of the anti-spam word

Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
Rodney's Search Widget plugged in.