Parece que os europeus estão à frente dos Estados Unidos quanto ao posicionamento em relação à diplomacia a ser executada no Oriente Médio. O comissário europeu para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel, deixou claro que não há qualquer possibilidade de diálogo com os terroristas do Hamas.

Segue algumas de suas declarações à imprensa em Jabalya, no norte de Gaza. :

“O Hamas é um movimento terrorista e deve ser tratado como tal. Perdeu a oportunidade de ser um interlocutor da comunidade internacional, e ao fazer isso foi indiscutivelmente um elemento da divisão do povo palestino”.

“Não se pode dialogar com um movimento terrorista que utiliza o terrorismo como meio político. Nós não podemos aceitar que a forma como o Hamas se comporta seja confundida com a resistência. Matar civis inocentes não é resistência, é terrorismo”.

“Também temos que lembrar da excessiva responsabilidade do Hamas nesta guerra”.

“A opinão pública está aborrecida em ver que estamos pagando novamente pela infra-estrutura que será sistematicamente destruída”.

Na ocasião ele anunciou um pacote de 58 milhões de euros que a União Européia disponibilizará como ajuda emergencial para os palestinos. Os primeiros 32 milhões virá aliviar as necessidades imediatas em Gaza, para compra de água, alimentos e suprimentos médicos. Outros 20 milhões para projetos em West Bank. Já os 6 milhões remanecentes, para os campos de refugiados palestinos no Líbano.

As duas primeiras declarações mencionadas acima foram veiculadas pela France Press; as duas últimas, pelo Jerusalem Post.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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