Deixemos de lado os números do conflito em Gaza. Já está evidente de que se trata apenas de propaganda – assim como as teorias de que é uma ação meramente política-eleitoral por parte de Israel.

Vou dar um passo adiante, um pouco além dos meus conhecimentos, para arriscar um mero palpite: com Hugo Chávez arremessado aos conflitos como um porta-voz iraniano – já que o Irã parece silenciar – conclui-se que as provocações do Hamas, aumentando o número de mísseis lançados a Israel enquanto o acordo de trégua era vigente, são nada mais do que uma ação propagandista dos fundamentalistas islâmicos. Não podemos esquecer que o próprio Hamas divulga seus vídeos sobre fingidas mortes de crianças, assim como as falsas estatísticas do conflito, para divulgação na mídia esquedista-antisemita. Nunca quiseram paz, mas, sim, justificar a prolongação do conflito.

Claro que se até um truão como eu identifica tais coisas, seria uma total imbecialidade querer ensinar os israelenses a se defender ou impor uma política de relações internacionais.

Entretanto, o passo adiante terá que ser dado na solução do pós-conflito. Muitos defendem que a guerra contra o Hamas deveria conduzir o Fatah (Organização de Libertação da Palestina) de volta ao poder em Gaza. Outros, que Israel deveria ocupar militarmente Gaza afim de evitar a propagação terrorista com ajuda do Hezbollah e o Irã do porta-voz Hugo Rafael Chávez Frías.

A princípio, é razoável lembrar que a questão política da Palestina é um problema palestino, não israelense. No entanto, a condução do Fatah ao poder seria de uma ingenuidade absurda. Embora disponha de uma boa intenção em relação à paz e ao reconhecimento do estado de Israel, falhou (recentemente com Abbas e antes com Arafat) e foi fraco o bastante para ser expulso pelo Hamas após as últimas eleições. Mahmoud Abbas não detém a tal representatividade política para se impor na região e, é provável, veremos novamente a sua expulsão e o crescimento das hostes terroristas.

Já uma ocupação israelense traria os mesmo problemas pós Guerra dos Seis Dias: uma ação dispendiosa para o controle de uma população de cultura, religião e política adversas e declaradamente inimiga. Ou seja: pagar-se-á a manutenção do conflito com esse cretino viés anti-imperalista.

Chega-se, então, a um ponto desafiador. Tanto a idéia de um estado Palestino (como a Comunidade Internacional propunha em 1947) quanto um estado Binacional (como parece querer a ONU) são totalmente impossíveis. Talvez a solução mais viável seja a velha “Jordânia-Egito” proposta por Ilene R. Prusher ainda em 2007, voltando à geografia de antes da Guerra de 1967. Assim, o West Bank ficaria sob controle da Jordânia; e a faixa de Gaza com o Egito.

Talvez ainda seja prematura esta idéia (como já era ainda em 2007). Mas é importante lembrar que o rei Abdullah II, da Jordânia, admite essa possibilidade para a solução do conflito, já que grande parte dos seus súditos têm descendência palestina. Resta saber se o Egito aceita assumir Gaza da mesma forma, mas sem ter nenhum parentesco com os palestinos.

O interessante, portanto, é aproveitar que o Hamas sairá enfraquecido, já que se opõe e se insurge contra qualquer solução que aspire a paz.

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Sobre tal idéia, é interessante ler os artigos de Daniel Pipes:

- Solving the “Palestinian Problem”
- Is Jordan Palestine?

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Free Gilad



Gilad Shalit (Nahariya, 28 de agosto de 1986) é um soldado israelense capturado em Kerem Shalom na Faixa de Gaza por militantes palestinos em 25 de junho de 2006.

Gilad Shalit é refém do Hamas há mais de mil dias.
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