Veja como são as coisas. O mundo critica Israel pelos ataques em Gaza, enquanto o Hamas confisca a  ajuda humanitária. Oito caminhões com alimentos e outros dois com remédios foram apreendidos e, segundo o porta-voz do grupo terrorista, eles são responsáveis pelo território, por isso, são eles quem decidem o que fazer com os alimentos e remédios.

É interessante lembrar que o próprio presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, concorda que o Hamas é culpado por tudo que está acontecendo em Gaza. Depois, na Folha, um palestino, Wael Alqarra, admite que não observou desvios grosseiros dos objetivos declarados por Israel. “O próprio Hamas disse que 97% das baixas são de membros do grupo”.

Entretanto, como já nos explicou o jornalista Nahum Sirostky, as batalhas em Gaza se dão em corredores estreitos similares as favelas cariocas. Por este motivo, não se permitiu a entrada de jornalistas ao local, sob o perigo de que muitos dos jornalistas que chegassem à frente de batalha não voltarão. Assim, há somente duas fontes de informação: os jornais israelenses; a Al Jazeera.

Contudo, muitos jornalistas estão dando palpites sem ter o mínimo conhecimento do assunto (caso do Jânio de Freitas); enquanto outros partem para a desinformação pura e simples: Clóvis Rossi e – ia falar do Pedro Dória, mas nem vale à pena. Além das bobagens habituais são divulgadas estatísticas e fatos mentirosos.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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