É com esse tipo de gente que o mundo sugere acordos de paz. Gaza é uma região que ninguém quer assumir depois da retirada dos colonos judeus pelo governo de Israel. Pelas leis internacionais não pertence a país algum, isso deixa caminho livre para o Hamas fazer o que bem entende, com apoio do Hezbolah e, principalmente do Irã, seu principal fornecedor de armamentos contrabandeados da Rússia e da China.

Entende-se o que lá se passa assistindo o video acima, uma propaganda oficial do Hamas fazendo proselitismo da violência terrorista e dos mísseis lançados antes e depois do fim da trégua com os israelenses negociada pelo Egito.  

O mundo discursa em favor de cessar fogo e um acordo de paz. Ok, confesso que é comovente e muito sedutor. Mas como assumir compromissos com os palestinos tendo o Hamas, Hezbolah e Irã como interventores na ausência de um estado? E como convencer o Irã a não contrabandear armas, além de abandonar o programa nuclear que é um estopim prestes a ser aceso? Enfim, não seria ingenuidade crer nos fundamentalistas que sequer aceitam a existência de Israel, quanto à assinatura e cumprimento de acordos por desejarem ardentemente a paz mundial com mísseis e homens bombas?

O que a imprensa não conta é que o bombardeio classificado como “desproporcional” só veio depois de mais de 4 mil mísseis lançados desde 2001. Ataques que não cessaram nem com a tal trégua em vigor. Pode-se insinuar que são respostas ao bloqueio sionista na faixa de Gaza. Porém, não se bloqueiam alimentos e remédios, mas sim, tenta-se evitar contrabandos de armas – e não é preciso explicar onde irão explodir e a quem irão matar. Depois, essa coisa de proporcional propõe uma questão estranha: seria, então, proporcional – e legítimo – se os israelenses se valessem de homens bombas e mísseis Qassam ou Katyusha?

Segundo o Jerusalem Post, os ataques do Hamas foram intensificados a partir de 2005, com um aumento de 500% dos bombardeios destinados à Israel. Entre os seis meses de trégua, foram lançados 215 mísseis. Enquanto o grupo terrorista voltava sua artilharia a Israel, por onde andavam Obama, Sarkozy e o governo brasileiro que agora se arvoram no direito de acusar os israelenses de promover ataques desproporcionais?

É um pouco constrangedor ter que lembrar que não se promove paz com a disposição de apenas um lado dos conflitantes. Israel aceita o estado Palestino; como resposta temos o vídeo acima, que fortalece a fatwa (ainda em vigor) de que todo judeu é um alvo e deve ser morto; de que a luta contra os infiéis resume-se em varrer Israel do mapa.

Contudo, à luz do direito internacional, proporcionalidade “não pode ser com relação a nenhum ferimento prévio específico, mas, sim, com relação ao objetivo legítimo de terminar a agressão”, sugere, Rosalyn Higgins, presidente do Corte Internacional de Justiça em Haia. Terminar a agressão, este é o objetivo das Forças Armadas Israelenses. Isso só é possível impondo uma derrota definitiva ao terrorismo do Hamas.

Mas como explicar essas coisas a quem parece não entender o que a paz realmente significa? Brigam entre eles e queimam bandeiras jurando que não querem mais confusão.
 

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A quem, como eu, tem interesse no assunto, sugiro acompanhar a coluna do jornalista Nahum Sirotsky, direto de Israel.  Evidentemente o único jornalista que explica o que realmente se passa por lá. É o único na mídia brasileira que nos traz informações além do que produz as agências de notícias. 

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Free Gilad

Gilad Shalit (Nahariya, 28 de agosto de 1986) é um soldado israelense capturado em Kerem Shalom na Faixa de Gaza por militantes palestinos em 25 de junho de 2006.

Gilad Shalit é refém do Hamas há mais de mil dias.
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