Resta evidente que tanto o ministério da Fazenda quanto o Banco Central comportam-se, em relação à crise, como cegos num tiro-teio. Já nosso indigitado presidente resolveu sair em campanha com Dilma e Aécio à tiracolo. Entre risos, discursos que apontam inimigos abstratos e até beijocas em crianças, ele nos garante que reduzirá as despesas no custeio para não suspeder as obras do PAC – que, em verdade, se não estão suspensas, têm suas contas um tanto quanto enroladas no TCU.

Finalmente há notícias de corte de impostos. Quase insignificantes, é verdade. Mas também é uma idéia sempre censurada em Brasília. Ainda assim, motivos não faltam para desconfiarmos, pois é uma incógnita descobrir o ente que gastará menos para atender a tal redução dos tributos. O problema é que o governo gasta quase tudo em custeio. Ele é excessivamente caro e com a aprovação dos reajustes ao funcionalismo, ficará ainda mais dispendioso. Isso significa que reduzir verbas para as obras não farão lá grandes diferenças.

No entanto, a única saída é copiar o que todo mundo anda fazendo – além de sugerir mais e mais regulamentação -, que é tentar de alguma forma estimular o consumo. Essas reduções nos impostos poderão trazer um pouco de alívio para as empresas, postergando as demissões. Mas isso dependerá do clima, do ânimo dos consumidores e suas reações perante à crise, que em situações normais tendem a poupar ao invés de gastar. E não adianta Lula apelar ao discurso sentimentalóide aproveitando-se do infortúnio de Santa Catarina:

“É preciso que vocês ajudem a dizer a essas pessoas que elas vão perder o emprego exatamente se não comprarem. Se não compra, a empresa não produz, o comércio não vende, a imprensa não terá publicidade, e tudo ficará muito ruim para todos nós.”

Menos ruim para o governo que anunciou mais um recorde histórico na arrecadação. E que recorde o contribuinte de que é, como sempre, o único a fazer esforços e passar por privações.

Enfim, neste exato momento não se trata mais de perguntar quem pagará, mas quanto custará este almoço.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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