Dec
10
O Oriente Médio com pré-condições
Postado em comentários impreteríveis, oriente médio com pré-condição
Mais duas aulas do jornalista Nahum Sirotsky sobre os conflitos entre israelenses e palestinos em Hevron, bem como as origens das dissensões entre muçulmanos e judeus, reportando-nos à época de Abraão:
Israel impõe lei aos radicais
Até o momento não parece haver entre os palestinos lideranças capazes de fazer as concessões essências. A ação em Hevron foi afirmação do poder do Estado na defesa do que vier a se decidir em negociações. Mas ainda não se tem idéia do que decidirá o tribunal inferior sobre a validade da documentação da Casa da Discórdia e, por conseqüência, dos efeitos não intencionados, seja qual for o declarado como justo. Mais violência, certamente.
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Milhões em peregrinação à Kaaba, a casa de Deus
Na Colina do Templo, em Jerusalém, a magnífica mesquita de el Aksa foi construída para marcar o local do qual Maomé ascendeu a Alláh que começa a lhe revelar o Corão, o Livro Sagrado do Islã. Ao lado, a mesquita de Omar contém uma rocha onde um filho de Abrão foi lavado para ser oferecido como cordeiro de Deus. Mas no último instante um anjo desvia Abrão para um cordeiro que pastava perto. Seria Izaque? Ismael? Ambos, muçulmanos e judeus veneram os túmulos de Abrão, filho e neto na cidade Hevron onde se desentendem como sempre.
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E outras duas com artigos traduzidos do Daniel Pipes de junho e setembro de 2008 (aliás, numa versão em português do seu site oficial que eu simplesmente desconhecia). O primeiro aponta o caminho que deve ser seguido para combater o terrorismo, enquanto, infelizmente, o mundo continua apostando no apaziguamento, numa conversa sem pré-condições, esperando a boa vontade de pessoas que explodem bombas para se fazer ouvir; o segundo é o prefácio do livro Hamas x Fatah: A Luta pela Palestina, de Jonathan Schanzer, sobre como as diferenças intra-palestinas do Hamas e do Fatah puderam ser ignoradas na compreensão do conflito árabe-israelense.
O inimigo tem um nome
Na realidade, esse inimigo tem um nome preciso e conciso: Islamismo, uma versão utópica radical do Islã. Islâmicos, os partidários desta bem financiada e bem difundida ideologia totalitária, está tentando criar uma ordem islâmica global que aplica a lei islâmica (Shari‘a) na sua totalidade.
Assim definido, a necessária resposta fica clara. Ela se divide em duas partes: derrotar o islamismo e ajudar os muçulmanos a desenvolverem uma forma alternativa do Islã. Não coincidentemente, esta abordagem compara de forma grosseira o que as forças aliadas realizaram vis-à-vis nos dois movimentos utópicos radicais anteriores, o fascismo e comunismo.
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Prefácio do livro: Hamas x Fatah: A Luta pela Palestina
Por que, dada a extensão das diferenças intra-palestinas e de sua importância, este assunto foi ignorado com tamanha rudimentariedade? Schanzer prudentemente fica longe deste sensível tópico, mas o que mantém distante rebanhos de pesquisadores deveria ao menos ser mencionado. Eu acredito que isto reflete o fato que poucos acadêmicos têm interesse genuíno nos palestinos. Ao invés disto, lhes dedicam uma atenção exagerada, que de outra forma esta pequena e obscura população não teria, porque representa uma ferramenta conveniente e potente para difamar Israel.
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