Desta vez a bordoada vem do lado esquerdo. Noam Chomsky, o guru dos engajados, falou mal de Obama para Sérgio Dávila, na Folha de ontem:

Qual sua opinião sobre as primeiras indicações do gabinete obamista, gente como Hillary Clinton no Estado, Robert Gates permanecendo na Defesa, Timothy Geithner no Tesouro? Era esse tipo de mudança que o sr. esperava?
Eu não esperava muito, mas fiquei surpreso que as escolhas de Obama causassem tamanho desdém em seus eleitores. Suas seleções estão tão inclinadas para a ”não-mudança” e a ”não-esperança” que Obama se sentiu obrigado a convocar uma entrevista coletiva, onde ele explicou que o seu governo será baseado na experiência e na visão: seu gabinete entrará com a experiência, ele dará a visão. Isso deve confortar os incréus.

Porém, antes ele bateu mais forte:

(…) a indústria de relações públicas, que apregoa abertamente vender os candidatos da mesma maneira que vende mercadorias, deu seu prêmio anual na categoria ”melhor marketing” à venda da ”marca Obama”. A mídia de todas as tendências o elogia por organizar um ”exército” que não contribui nada para as políticas do seu futuro governo, só espera instruções de como apoiar sua agenda, seja ela qual for.

Esse modelo é, muito claramente, não-democrático, mas um tipo de ditadura por escolha, uma construção política na qual o público — ”observadores intrusos e ignorantes” — são ”espectadores da ação”, não ”participantes”, conforme o defendido por teóricos progressistas da democracia (nesse caso, o analista político Walter Lippmann, 1889-1974).

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Comentário

Uma Resposta para “Mais de B. Hussein Obama”

  1. Christian em December 10th, 2008 7:10 am

    Às vezes acho que isso é parecido com a crítica que a esquerdalha (PSTU, movimentos sindicais, MST etc.) fez ao Lula, principalmente em seu primeiro mandato. Ficou claro, na época, que essa patota descia o malho no presidente porque ele não era suficientemente esquerdista, ou pelo menos não era esquerdista como eles.

    É tudo beicinho, chororô de marido traído.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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