Há algo muito, mas muito errado quando toda a imprensa determina que comentários de um embaixador sobre as últimas eleições do país alheio, são mais importantes do que interceptações telefônicas feitas por um governo na embaixada do outro.

Tá certo, a conversa do diplomata colombiano, Carlos Galvis Fajardo, dá margem às maluquices chavianas – inclusive aqui no Brasil. É mais um motivo para que ele justifique este mandato vitalício e muito, mas muito democrático, que ele pretende exercer na Venezuela, sei lá, até 2032.

Entretanto, trata-se apenas de um comentário ou outro expressando apreço pelo resultado das últimas eleições. Claro, na megalomania chavista são provas de conspiração imperialista. No entanto, tais interceptações telefônicas atentam às regras do direito internacional, afinal, pode-se considerar que são atentados à soberania da Colômbia (e se você pensar em usar o mesmo argumento em favor da Venezuela, há algo de muito, muito errado com você).

É claro que o caudilho beiçudo e bobalhão quer apenas posar de vítima. Alguém como ele adora jurar que é alvo de conspirações quando ele mesmo conspira contra tudo e todos. Vale lembrar que em 1992 foi a vez dele dar um golpe de estado. Falhou! Já tinha cara-de-pau o bastante para, agora, querer empurrar um mandato vitalício em nome da democracia. Não poderia ser algo mais cretino do que já é.

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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