Nov
27

B. Hussein Obama e Alan Keyes – Foto da Associate Press
Aos poucos o caso da certidão de nascimento de B. Hussein Obama (homenagem à Ann Coulter) vai pipocando em todo o país, segundo informa a matéria da MSNBC, que é quase uma filial do partido democrata.
Com a enxaqueca da grande ressaca do day after change, os jornalistas começaram a se dar conta da vergonhosa cobertura das eleições, e de suas responsabilidades perante a essa pretensa mudança que se transformou em nada mais do que um tributo ao casal Clinton.
Contudo, o assunto que em nenhuma vez foi notícia nos grandes jornais na época da eleição – salvo uma infinidade de blogs e o conceituado WorldNetDaily* – passa a ocupar um espaço ainda pequeno para a importância que o cerca. Mas só o fato de estar furando esse bloqueio já é algo que incomoda profundamente os democratas, que consideram um “lixo” de acusação, mas se recusam a provar que o seu candidato azarão é elegível.
No dia 5 de dezembro a Suprema Corte irá decidir se os americanos têm ou não o direito de ver a misteriosa certidão de nascimento de B. Hussein Obama, e extinguir, definitivamente, quaisquer dúvidas sobre a sua nacionalidade. São dois os processos abertos questionando a legitimidade da sua eleição sob alegação de que fere o artigo II da seção 1 da Constituição americana, que como a brasileira, admite somente cidadãos natos como elegíveis para o cargo de presidente da república.
O advogado da Pensilvânia, Philip Berg, alega que as circunstâncias do nascimento de Obama são vagas. Além das divergências em relação a qual dos dois hospitais do Havaí teria ocorrido o parto – a irmã Maya diz que ele nasceu em um e sua mulher Michele diz ter sido em outro – há o depoimento da avó paterna de Barack que garante que ele nasceu no Quênia com ela presente ao hospital. Na teoria de Berg, ou Obama teria nascido no Quênia e sua mãe registrou-o quando voltou ao Havaí, o que configura naturalização e conseqüentemente inelegibilidade; ou, na melhor das hipóteses, ele teria nascido nos Estados Unidos mas renunciado à cidadania americana quando mudou-se para a Indonésia na ocasião do segundo casamento de sua mãe. Na época, não havia a possibilidade de adquirir outra cidadania, a não ser renunciando a que detinha.
Outro processo que será apreciado pela Suprema Corte é o representado pelo advogado nova-iorquino, Leo Donofrio, que argumenta que mesmo que Obama tenha nascido em território norte-americano, ele não seria considerado cidadão nato em função do seu pai ser queniano. A sua mãe americana só lhe garantiria a naturalização, portanto, ele, à luz da Constituição, é inelegível.
Pode parecer estranho, uma história absurda, já que se trata de um país desenvolvido e com fama de instituições sólidas e eficientes. No entanto, embora esteja claro na Constituição que para tornar-se presidente o candidato deva ser cidadão nato, não há nenhum dispositivo que garanta aos eleitores a certeza – ou a mera possibilidade – para a comprovação deste requisito. O que não deixa de ser uma contradição, já que para os ministros de estado e diplomatas é exigida a apresentação dos documentos, dentre eles, a certidão de nascimento.
A história começou ainda nas primárias democratas e se arrastou incrivelmente até às eleições. A mesma imprensa que começa timidamente a discutir o fato, escondeu-o durante todo este tempo e criou uma situação um pouco pior do que ridícula. Há ainda quem defenda que tudo não passa de uma fantástica teoria da conspiração. Teria sentido se ao invés de gastar tempo e dinheiro com advogados para protelar as ações que se avolumam nos tribunais de primeira instância, Obama simplesmente mostrasse a certidão de nascimento. Afinal, todo este dispêndio seria necessário se o tal documento existisse mesmo?
Ainda assim, como todo o assunto crítico a Barack Obama, é mais um que está sujeito à acusação de racismo, de ódio kuklusklanesco por ter sido um negro o eleito à presidência de um país de supremacia branca. Mas a teoria perde força quando Alan Keyes, muito mais negro do que Obama e real representante e descendente dos afro-americanos, passa a questionar a razão de ainda não ter sido apresentadas provas suficientes e incontestáveis sobre a dúvida que paira no ar:
A dúvida quanto à certidão de nascimento de B. Hussein Obama vai passar a ser certeza no dia 5 dezembro na Suprema Corte, embora reste evidente que tal certidão sequer existe. Enquanto isso, lá no Quênia, todos crêem saber a verdade quanto à nacionalidade do mais novo presidente norte-americano.
Incerto mesmo passa a ser o que acontecerá com a confirmação de algo que, por conta dos fortes indícios, já deixou de se assemelhar com uma mera teoria da conspiração.
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* O WorldNetDaily é o site político mais visitado nos EUA, com mais audiência do que as emissoras de TV (como a CNN, por exemplo); e todos os grandes jornais juntos.
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