Nov
26
Happy hour: vinho verde
Postado em drinks & gastronomia

Gatão - Sociedade dos Vinhos Borges – Portugal
Dizem os enólogos que combina muito bem com a comida japonesa. Eu sinceramente sou meio avesso a essas misturas culturais que, às vezes, não deixam de ser interessantes.
Enfim, um ótimo vinho para o verão que, pelo menos aqui ainda não chegou.
O vinho verde é uma bebida típica da região do Minho, Noroeste de Portugal, onde vive a maior concentração (cerca de 20%) de habitantes do país. Com área de 70 mil hectares, as uvas que entram em sua composição representam 15% do total plantado em Portugal. O clima é marcado por estações bem definidas, com chuvas de inverno (as chuvas no verão prejudicam o amadurecimento da fruta). Seu solo é granítico, xistoso, arenoso e com formação de gnaisse.
As sub-regiões do Minho são: Monção, Lima, Amarante, Penafiel, Braga e Basto.
A origem do nome vinho verde é incerta. Alguns dizem que o vinho ganhou esse nome devido ao seu frescor, jovialidade e acidez, caraterísticas de um fruto ainda verde. Outros sustentam que ele vem da região, que abrange a maior área verde do país. A bebida tem sua denominação registrada desde 1973, mas o vinho é conhecido desde o século 17.As principais uvas do vinho verde branco são: Alvarinho, Pedernã, Trajadura (também conhecida como Trincadeira), Azal Branco (ou Gadelhudo, Pinheiro), Avesso e Batoca. Já as que compõem o tinto são Espadeiro, Rabo de Ovelha e Vinhão.
Em seu processo de produção, quase 100% das uvas ácidas passam por uma 2ª fermentação, a fermentação malolática (que transforma o agressivo ácido málico em ácido lático, mais suave).Atualmente, essa gaseificação natural característica do vinho verde costuma ser incrementada com a adição de gás carbônico.
O resultado final é um vinho leve, de alta acidez e baixo teor alcoólico, ligeiramente ácido e que precisa ser consumido ainda jovem, ou seja , os melhores vinhos verdes são de safras recentes. Os feitos com a uva Alvarinho, menos ácidos, mais encorpados e com bastante classe, duram um pouco mais (cerca de 3 anos). Todos devem ser servidos entre 8 e 10ºC.
Fonte: SBAV-SP e “A Cozinha e seus vinhos”, de Saul Galvão
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