O máximo de cidadania que se admite no Brasil é o voto. Toda a imprensa e uma campanha inútil do TSE clamam pela importância do voto. Mas e depois que o cidadão está eleito, sendo você eleitor dele ou não, o que a mesma imprensa e o mesmo TSE pedem para que você faça?

Não se preocupe em responder. Esqueça essa coisa de voto, nem é importante. Estamos no meio de uma crise institucional, embora haja quem acredite que isto represente uma “miríade” de coisas ou que nos últimos anos tenhamos evoluído politicamente. O problema é que estamos cercados por inimigos em nossas fronteiras e não parece que isso seja mais importante do que o voto que você depositou na última eleição. O crime organizado está planejando a morte dos nossos policiais e o Estado ao invés de agir (afinal é um atentado à ordem institucionalizada) manda cartinhas de recomendações para que eles não sejam mortos. Interessante deve ser o conteúdo:


“Prezado policial,
 

Investigações a membros do PCC trouxeram à luz o planejamento iminente do vosso assassinato.
Mediante tal informação, esperamos, por favor, que você tome providências para não ser morto.

Sem mais,
Secretaria de Segurança Pública.” 

Ora, se o Estado não cuida dos policiais, que representam diretamente a força que sustenta o seu poder, o que será das nossas fronteiras rodeadas de inimigos? Se a polícia do Estado de São Paulo – que juram ser a melhor do país – não consegue conter o PCC, por que você acha que as Forças Armadas com menor número e, talvez, em condições estruturais ainda mais lastimáveis, conseguiria conter as Farc ou qualquer súcia guerrilheira de bufões comunistas estacionadas em nossas fronteiras? Nós, acanhados e esboçando um certo desagrado, nos damos conta de que eles estão no meio de nós, apoiando os calotes dos nossos empréstimos, a nacionalização de nossas empresas públicas e as renegociações de tratados através de chantagens baratas de um pseudo-padre stalinista.

Quando vejo o movimento conservador norte-americano se reorganizando após a incógnita vitória de Barack Hussein Obama, me dou conta de que, por aqui, os únicos com audácia e disposição para organizar alguma coisa são sempre os mesmos, com àquelas mesmas idéias idiotas que nos guiaram até chegar ao que hoje, desgraçadamente, representamos.

Será mesmo a tal crise nacional de testoterona? Ou apenas a evidência de uma falta de caráter endêmica?

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Em verdade, é muito mais um comentário disto do que um pensamento determinado sobre o assunto.

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Comentário

Uma Resposta para “Politicamente atrofiados II*”

  1. Christian em November 24th, 2008 4:55 am

    A polícia deveria ser o primeiro e o último bastião de qualquer Estado, deveria ser um exemplo de primor e eficiência, de justiça e civilidade — a palavra “samurai” me ocorre neste momento, o que não é mera coincidência e é o mesmo que “Robocop”.

    Afinal, é a polícia que permite que a lei não seja só de papel. Deputados, ministros e juízes não são nada comparados com policiais — são estes que fazem a lei valer verdadeiramente, são eles os responsáveis por interpretá-la e aplicá-la onde ela é mais necessária: nas ruas, no dia-a-dia, não em repartições e tribunais.

    (Aliás, obrigado pelo link)

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Gilad Shalit (Nahariya, 28 de agosto de 1986) é um soldado israelense capturado em Kerem Shalom na Faixa de Gaza por militantes palestinos em 25 de junho de 2006.

Gilad Shalit é refém do Hamas há mais de mil dias.
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