Talvez, antes de tentar retalhar Israel, a iniciativa de um acordo de paz deveria começar dissolvendo o pacto árabe para “varrer Israel do mapa”. Depois, passa-se a admitir alguma discussão com esses ignorantes.

Porém, para variar, o Messias mentiu mais uma vez e a tão sonhada “Change” vai cada vez mais ganhando ares de um Clinton Revival. Até já querem ir além do tratado de Oslo. É o Times de Londres que profetiza:

Barack Obama deve perseguir um ambicioso plano de da paz para o Oriente Médio, que envolve o reconhecimento do Estado de Israel pelo mundo Árabe, tendo em troca a retirada das fronteiras do pré-1967, informam fontes próximas ao presidente eleito.

Obama pretende sustentar seu plano numa iniciativa saudita da paz de 2002, endossada pela Liga Árabe e apoiada por Tzipi Livni, ministra das relações exteriores de Israel e líder do Kadima.

Embora a matéria informe que Livni apoia a proposta, ela e o presidente Shimon Peres já deixaram claro que o tal plano saudita é um ponto para iniciar as discussões, mas ainda algo muito distante de uma aceitação por parte de Israel.

No entanto, Barack havia prometido ao Comitê Americano Pró-Israel (AIPAC) dar apoio irrestrito a não-divisão de Jerusalém. Mais uma vez ele falta com a palavra, comme d’habitude. Menos de dois meses depois ele pretende que os israelis abram mão da Cidade Velha, do Monte Moriá e as adjacências do Muro das Lamentações para que os árabes estabeleçam a sede do lendário Estado Palestino que era para ter sido criado há uns bons 60 anos atrás. 

Este é o preço para que reconheçam que Israel é um Estado, embora ninguém ainda tenha conversado sobre revogar aquela criminosa fatwa que conclama os muçulmanos à matança de judeus.

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Comentário

2 Respostas para “O preço da paz”

  1. Christian em November 21st, 2008 10:05 am

    Sun Tzu diz que “se queres a paz, prepara-te para a guerra”. Em artes marciais, isto significa, além do treinamento austero e o desenvolvimento constante de força combativa (ofensiva ou defensiva), não baixar a guarda nunca. Ao lidar com escorpiões não espere nada além de veneno e picadas.

    Que Deus proteja o Estado de Israel e o resto do mundo da Nova Ordem que ora começa a se instalar.

  2. Mila em November 28th, 2008 8:16 am

    Patton dizia, muito sabiamente que “Perpetual peace is a futile dream”! Enough said!

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Gilad Shalit



O soldado israelita Gilad Shalit foi libertado, após cinco anos e quatro meses refém na faixa de Gaza.

Um acordo entre Israel e o movimento radical Hamas, através de mediação egípcia, permitiu a sua libertação em troca de mil presos palestinos.

Shalit tinha 19 anos quando foi capturado a 25 de junho de 2006 junto à faixa de Gaza por um comando palestino que integrava elementos de três grupos armados, incluindo o braço armado do movimento radical Hamas, as brigadas Ezzedine al-Qassam.
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