Em setembro o Gilberto Simões Pires escreveu: Não existe nada mais lógico e compreensíveldo que o comportamento dos índices das bolsas de valores de qualquer lugar onde existe negociação de ações. No Brasil, infelizmente, por falta absoluta de educação e conhecimento, a sociedade pensa que não é bem assim.

Os poupadores brasileiros, em geral, têm sido muito movidos por fartos comentários, sempre lamentáveis, feitos por comunicadores (jornal, rádio e TV), que simplesmente desconhecem o assunto. E é essa gente que, várias vezes ao dia, forma opiniões bastante equivocadas sobre o vai e vem dos preços das ações e outros ativos.

Ontem, dia 8, depois da notícia sobre a intervenção do governo americano nas empresas Fannie Mae e Freddie Mac (do setor imobiliário), que foi divulgada no final da semana,enquanto as bolsas do mundo todo apresentavam altas importantes em seus índices, no Brasil acontecia o contrário.

E, de forma muito despreparada, os comentaristas de plantão foram tratando, como sempre fazem, de encontrar as piores explicações, que servem mais para enlouquecer os ouvintes, telespectadores e leitores, para explicar a queda do índice Bovespa.

Nenhum locutor da hora, ou comentarista do setor, infelizmente, disse coisa com coisa sobre o que realmente acontecia no nosso país. Aqui, a Bovespa, que há vários dias vem mostrando comportamento negativo, mais uma vez se repetiu a curva.

E isto se deve, principalmente, ao fato de que os maiores investidores em ações brasileiras, que residem fora do Brasil, estão dando frenéticas ordens de venda os nossos papéis. Além é claro das ordens de brasileiros que estão em pânico.

Como a nossa poupança interna, pessoal, é muito pequena para absorver o enorme volume de papéis que os estrangeiros estão vendendo, não há como as cotações não cederem. Não bastam os fundamentos de que a economia brasileira vai bem, para conter a forte decisão dos administradores de recursos estrangeiros, que estão querendo cair fora do país neste momento.

E uma razão para as vendas está nas reiteradas declarações do presidente Lula, cujo objetivo é tirar, diariamente, o brilho da ações da Petrobrás. Com tal pensamento detratório, manifestado pelo próprio mandatário da Nação, a ordem vinda de fora não poderia ser outra: é vender tudo (Petrobrás, Vale e outras) que tem boa liquidez,sem ver a que preço. Queda sistêmica, portanto.

DÓLAR- O que confirma a tal lógica do comportamento do mercado é o comportamento do dólar. A alta persistente e diária é uma prova clara da forte debandada. A procura pela moeda americana, que vem crescendo muito, informa claramente o tamanho do desejo do investidor: cair fora do Brasil.

JUROS- Por isto, não se surpreendam também, se o Copom se decida por um aumento de 0,75% da Taxa Selic, mesmo que inflação esteja cedendo neste momento. Para tentar conter a saída de dólares, que pela elevação de preço deve promover uma alta inflacionária aqui (pelo efeito da desvalorização do nosso câmbio), o BC pode não ter outra saída a não ser aumentar o juro.

Gilberto Simões Pires
10 de setembro de 2008.
http://www.pontocritico.com/

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Gilad Shalit (Nahariya, 28 de agosto de 1986) é um soldado israelense capturado em Kerem Shalom na Faixa de Gaza por militantes palestinos em 25 de junho de 2006.

Gilad Shalit é refém do Hamas há mais de mil dias.
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